Rosangela_Aliberti

"Se a Arte tocar em algum ponto do homem é sinal que alcançou seu objetivo" (r_a)

Meu Diário
22/05/2015 13h00
Autora GLORIA HURTADO a verdadeira autora de Encerrando Ciclos

Cerrando Ciclos - TEXTO ORIGINAL

O cerrando puertas. O cerrando capítulos. Como quieras llamarlo.
Lo importante es poder cerrarlos. Lo importante es poder dejar ir momentos de la vida que se van clausurando. ¿Terminó tu trabajo? ¿Se acabó la relación? ¿Ya no vives más en esa casa? ¿La amistad se acabó? Puedes pasar mucho tiempo de tu presente "revolcándote" en los porqués, en devolver el cassette y tratar de entender por qué sucedió tal o cuál hecho.

El desgaste va a ser infinito porque en la vida, tú, tus amigos, tus hijos, tus hermanas, todos y todas estamos abocados a ir cerrando capítulos. A pasar la hoja. A terminar con etapas o con momentos de la vida y seguir para adelante. No podemos estar en el presente añorando el pasado. Ni siquiera preguntándonos por qué. Lo que sucedió, hecho está. Y hay que soltar, hay que desprenderse. No podemos ser niños eternos, ni adolescentes tardíos, ni empleados de empresas inexistentes, ni tener vínculos con quien no quiere estar vinculado a nosotros. ¡No, los hechos pasan y hay que dejarlos ir!

Por eso a veces es tan importante romper fotos, quemar cartas, destruir recuerdos, cambiar de casa. Los cambios externos pueden simbolizar procesos interiores de superación. Dejar ir, soltar, desprenderse. En la vida nadie juega con las cartas marcadas y hay que aprender a perder y a ganar.

Hay que dejar ir, hay que pasar la hoja, hay que vivir solo lo que tenemos en el presente. El pasado ya pasó. No esperes que te devuelvan, no esperes que te reconozcan, no esperes que alguna vez se den cuenta de "quien eres". No!, suelta. Con el resentimiento, al ver "tu pelicula" personal para darte y darle al asunto, lo único que consigues es dañarte mentalmente, envenenarte, amargarte. La vida esta para adelante, nunca para atrás. Porque si andas por la vida dejando "puertas abiertas", por si acaso, nunca podrás desprenderte ni vivir lo de hoy con satisfacción. Noviazgos o amistades que no clausuran, posibilidades de "regresar" (¿a qué?), necesidad de aclaraciones, palabras que no se dijeron, silencios que lo invadieron. ¡Si puedes enfrentarlos ya y ahora, hazlo! Si no, déjalo ir, cierra capítulos. Convéncete, que no vuelve.

Pero no por orgullo ni por soberbia sino porque tú ya no encajas allí: en ese lugar, en ese corazón, en esa habitación, en esa casa, en ese escritorio, en ese oficio, ya no eres el mismo que se fue, hace dos días, hace tres meses, hace un año, por lo tanto, no hay nada a qué volver. Es salud mental, amor por tí mismo desprende lo que ya no esta en tu vida..

Recuerda que nada ni nadie es indispensable. Ni una persona, ni un lugar, ni un trabajo, porque cuando llegaste a este mundo lo hiciste sin ese adhesivo, por lo tanto es costumbre vivir pegado a él y es un trabajo personal aprender a vivir sin él, hoy te duele dejar ir. Solo es costumbre, apego, necesidad. Pero, cierra, clausura, limpia, tira, oxigena, despréndete, sacude, suelta.

Hay tantas palabras para significar salud mental y cualquiera que sea la que escojas, te ayudará definitivamente a seguir para adelante con tranquilidad.

¡Ésa es la vida!

Gloria Hurtado,  publicada no Jornal El País, de Cali, em 21.01.2003 http://www.nuestraedad.com.mx/cerrandocirculos.htm


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Encerrando Ciclos (vem sendo repassado da seguinte forma)

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos - não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram. 

Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? 

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. 

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração - e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. 

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos.

Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.

(Nota: o texto Encerrando Ciclos vem sendo repassado como se fosse de Fernando Pessoa e/ou de Paulo Coelho, mais um dos enganos de autoria da net)

.........

Photo: Lo Sbrix


Publicado por Rosangela Aliberti em 22/05/2015 às 13h00
 
17/05/2015 12h00
O poeta e a poesia por Cora Coralina & outros...

Não é o poeta que cria a poesia.
E sim, a poesia que condiciona o poeta.


Poeta é a sensibilidade acima do vulgar.
Poeta é o operário, o artífice da palavra.
E com ela compõe a ourivesaria de um verso.

Poeta, não somente o que escreve.
É aquele que sente a poesia,
se extasia sensível ao achado
de uma rima, à autenticidade de um verso.


Poeta é ser ambicioso, insatisfeito,
procurando no jogo das palavras,
no imprevisto do texto, atingir a perfeição inalcançável.
O autêntico sabe que jamais
chegará ao prêmio Nobel.
O medíocre se acredita sempre perto dele.

Alguns vêm a mim.
Querem a palavra, o incentivo, a apreciação.
Que dizer a um jovem ansioso na sede precoce de lançar um livro...
Tão pobre ainda a sua bagagem cultural,
tão restrito seu vocabulário,
enxugando lágrimas que não chorou,
dores que não sentiu,
sofrimentos imaginários que não experimentou.

Falam exaltados de fome e saudades, tão desgastadas
de tantos já passados.
Primários nos rudimentos de escrita
e aquela pressa moça de subir.
Alcançar estatura de poeta, publicar um livro.

Oriento para a leitura, reescrever,
processar seus dados concretos.
Não fechar o caminho, não negar possibilidades.
É a linguagem deles, seus sonhos.


CORALINA, Cora
In: Vintém de cobre, meias confissões de Aninha.
São Paulo: Global, 1991.

Foto: Galeria de pitiruas
- flickr

________________________

 

Ele foi "O único poeta brasileiro que conseguiu transitar da Poesia oculta para a letra de samba, sem perda da substância artística." Carlos Drummond de Andrade prestando sua homenagem a Vinicius de Moraes.

*

Não penses compreender a vida nos autores.
Nenhum disto é capaz.
Mas, à medida que vivendo fores,
Melhor os compreenderás.

Mario Quintana
in: Apontamentos de história sobrenatural

*


Não é o leitor que descobre o poeta,
mas o poeta que descobre o leitor,
que o revela a si mesmo

Um belo poema é aquele que nos
dá a impressão que está lendo a gente... e não a gente a ele!

Mario Quintana


*

A poesia não se entrega a quem a define.
Mario Quintana, in: Caderno H

*

Da Crítica

Uma definição define apenas os definidores.
Mario Quintana

*

Não é possível amizade quando dois silêncios não se combinam.
Mario Quintana, in: Porta Giratória

________________________________________________

Outros achados, procure em "Meu Diário"

ACHADOS YouTube, sugestões:
RÃ-FLAUTINHA Aplastodiscus albosignatus coaxar
http://www.youtube.com/watch?v=n1z_9n8zCJs

*

Serelepe Sciurus ingrami estocando coquinho jerivá
http://www.youtube.com/watch?v=OhuqHN-Nyoc

*

Quati Nasua nasua no Santuário Rã-bugio
https://www.youtube.com/watch?v=EbEhtVT7yWU

*

MÃO-PELADA (Procyon cancrivorus)
https://www.youtube.com/watch?v=zddXN7e8WZc


http://www.ra-bugio.org.br
 


Publicado por Rosangela Aliberti em 17/05/2015 às 12h00
 
15/05/2015 22h38
Haicai - Otávio Coral

sob o vento leve
o róseo das paineiras
espalha alegria

Otávio Coral


Photo: Dirce Lopes Missura


Publicado por Rosangela Aliberti em 15/05/2015 às 22h38
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27/04/2015 10h49
ORAÇÃO DO CAMINHANTE e Prece Poema DEUS - Eurípedes Barsanulfo

 

ORAÇÃO DO CAMINHANTE

Senhor,
Que a tua palavra seja o nosso caminho.
Que a vossa misericórdia, seja o alívio para o peso de nossas provas.
Oh Pai! Permita que a nossa essência se renda as vibrações que soerguem sem enaltecer.
Ilumine nossos pensamentos, tornando nossas ações espelho de tua bondade.
Que a tua determinação, oh Pai, seja o horizonte esclarecedor para a evolução da humanidade que crê em ti!
Abençoa os peregrinos sem rumo, que se encontram na escuridão de si mesmo.
Não permita Senhor, que caiamos nas tentações que inebriam os olhos e enquistam a alma.
Não permita que a cegueira material eternize uma sepultura egóica.
Ressuscite em nossos corações , a esperança de poder ver além do que os nossos olhos nos permitem, tornando nossas mãos ferramentas de ajuda ao próximo.
Que a música celestial inunde nossos ouvidos para que possamos aprimorar a escuta mundana.
Permita-nos Senhor, a humildade de servos para lavar os pés dos que perturbam, espalhando por toda a parte a fé, a esperança e a caridade.
Faça-nos criaturas moldadas pela compaixão alheia, como pedra lapidada pelo tempo.
Ajuda-nos , em todos os momentos, sobre qualquer circunstância , a fortalecer as nossas asas capazes de transportar-nos para lugares sublimes, relembrando a importância do dever a ser cumprido.
Empeça, oh Pai, nossas mãos de gestos profanos,e, de espalharem a treva, a dúvida e o ódio.
Regue nossos corações com a Vossa Magnânima bondade, para que os frutos de nossas atitudes sejam saudáveis, vigorosos e produtivos.
Que o trabalho, a disciplina, e o aprendizado , sejam balizas para sustentar os nossos ideais de seguir os passos do Mestre e Senhor Jesus Cristo!
Que seja feita a tua vontade, oh Pai! Agora e sempre!

Eurípedes Barsanulfo
Psicografada na sede da FEAK/MG, 2014

_____________________

 

D E U S - Prece/Poema de autoria de EURÍPEDES BARSANULFO


DEUS! Vós que vos revelais pela natureza, vossa filha e nossa mãe, reconheço-vos eu, Senhor! Na poesia da Criação, na criança que sorri, no ancião que tropeça, no mendigo que implora, na mão que assiste, na mãe que vela, no pai que instrui, no apóstolo que evangeliza.

DEUS! Reconheço-vos eu, Senhor! No amor da esposa. No afeto do filho, na estima da irmã, na justiça do justo, na misericórdia do indulgente, na fé do ímpio, na esperança dos povos, na caridade dos bons, na inteireza dos íntegros!

DEUS! Reconheço-vos eu, Senhor! no estro do vale, na eloqüência do orador, na inspiração do artista, na santidade do moralista, na sabedoria do filósofo, nos fogos do gênio!

DEUS! Reconheço-vos eu, Senhor! Na flor dos vergueis, na relva dos vales, no matiz dos campos, na brisa dos prados, no perfume das campinas, no murmúrio das fontes, no rumorejo das franças, na música dos bosques, na placidez dos lagos, na altivez dos montes, na amplidão dos oceanos, na majestade do firmamento!

DEUS! Reconheço-vos eu, Senhor! Nos lindos antélios, no íris multicolor, nas auroras polares, no oxigênio da lua, no brilho do sol, na fulgência das estrelas, no fulgor das constelações!

DEUS! Reconheço-vos eu, Senhor! Na formação das nebulosas, na origem dos mundos, na gênese dos sóis, no berço das humanidades, na maravilha, no esplendor, no sublime do infinito!

DEUS! Reconheço-vos eu, Senhor! Com Jesus, quando ora: “PAI NOSSO QUE ESTAIS NOS CÉUS...” Ou com os anjos, quando cantam: “GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS...”

(foto: web)

 


Publicado por Rosangela Aliberti em 27/04/2015 às 10h49
 
03/04/2015 23h07
Texto de Martha Medeiros (ORIGINAL) sem enxertos "AS POSSIBILIDADES PERDIDAS"


"AS POSSIBILIDADES PERDIDAS"
20 de agosto de 2002,  Martha Medeiros (TEXTO CORRETO SEM ENXERTOS)

Fiquei sabendo que um poeta mineiro que eu não conhecia, chamado Emilio Moura, teria completado 100 anos neste mês de agosto, caso vivo fosse. Era amigo de outro grande poeta, Drummond. Chegaram a mim alguns versos dele, e um em especial me chamou a atenção: "Viver não dói. O que dói é a vida que não se vive".

Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz. Sofremos por quê?

Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade interrompida.


Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar. Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: se iludindo menos e vivendo mais. "

_____________________________________________________

Um dos enxertos:

"A cada dia que vivo, mais me convenco de que o desperdicio da vida... Esta no amor que nao damos, nas forças que nao usamos, Na prudencia egoista que nada arrisca e que, esquivando-se do sofrimento, tambem perde a felicidade."  Mary Cholmondeley

"Every day I live I am more convinced that the waste of life lies in the love we have not given, the powers we have not used, the selfish prudence that will risk nothing and which, shirking pain, misses happiness as well." Mary Cholmondeley

O enxerto final é retirado do livro " You gotta keep dancin' " de Tim Hansel, um livro de motivação escrito por quem sofreu um acidente e foi perseguido por fortes dores. Ele diz, entre outras coisas, que não podemos evitar a dor, mas podemos evitar a alegria. http://www.amazon.com/gp/product/1564767442/104-1833697-3288713?v=glance&n=283155

"Pain is inevitable, but misery is optional. We cannot avoid pain, but we can avoid joy." (Tim Hansel)

"A dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional. Nós não podemos evitar a dor, mas podemos evitar a alegria" (Tim Hansel)

You Gotta Keep Dancin' by Tim Hansel

"An amazing book by an amazing man who shares his thoughts, faith and even journal entries through his battle with chronic pain. Stress, disappointment, heartache, hurt -- all are part of the human condition. But while PAIN IS UNAVOIDABLE, MISERY IS OPTIONAL! The freeing message of this book is that no matter what your circumstances, with God's help, you can choose to be joyful. He speaks from experience."

E, por fim, o poema do autor mineiro que inspirou o plagiado texto da Martha Medeiros:

Canção (Emilio Moura)

Viver nao dói. O que dói
é a vida que se não vive.
Tanto mais bela sonhada,
quanto mais triste perdida.

Viver não dói. O que dói
é o tempo, essa força onírica
em que se criam os mitos
que o proprio tempo devora.

Viver não dói. O que dói
é essa estranha lucidez,
misto de fome e de sede
com que tudo devoramos.

Viver não dói. O que dói,
ferindo fundo, ferindo,
é a distância infinita
entre a vida que se pensa
e o pensamento vivido.

Que tudo o mais é perdido.

O texto-frankstein em uma de suas versões:

Viver não dói

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas
e não se cumpriram.

Por que sofremos tanto por amor?

O certo seria a gente não sofrer,
apenas agradecer por termos conhecido
uma pessoa tão bacana,
que gerou em nós um sentimento intenso
e que nos fez companhia por um tempo razoável,
um tempo feliz.

Sofremos por quê?

Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer
pelas nossas projeções irrealizadas,
por todas as cidades que gostaríamos
de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos,
por todos os filhos que
gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,
por todos os shows e livros e silêncios
que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque
nosso trabalho é desgastante e paga pouco,
mas por todas as horas livres
que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo,
para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe
é impaciente conosco,
mas por todos os momentos em que
poderíamos estar confidenciando a ela
nossas mais profundas angústias
se ela estivesse interessada
em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu,
mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós,
impedindo assim que mil aventuras
nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e
nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido?

A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!

A cada dia que vivo,
mais me convenço de que o
desperdício da vida
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.

O sofrimento é opcional.

Desvendado por Vanessa Lampert http://www.autordesconhecido.blogger.com.br/ 

(photo:wallpaper)

 


Publicado por Rosangela Aliberti em 03/04/2015 às 23h07



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