Rosangela_Aliberti

"Se a Arte tocar em algum ponto do homem é sinal que alcançou seu objetivo" (r_a)

Áudios

Sr. A-p-l-a-u-s-o-s...
Data: 11/09/2006
Créditos:
na voz da autora


Sr. A-p-l-a-u-s-o-s...

O que a língua Portuguesa pode ter de tão encanta_dor_a, seria interessante neste momento concentrar as energias na estrutura das ligações no estabelecimento dos compostos... poderia a língua 
portuguesa conter puro cianeto sódio?! Tento descobrir até hoje os 
motivos dos reflexos da atividade antidepressiva contidas na essência homeopática do (NaCN) ...a palavra quanto mais tentadora... vem de encontro ao estado idealizado que sufoca, mas sabe Erlenmeyer... 
que até pode fazer algum verdadeiro milagre: pois nada na vida pode ser desperdiçado.

Segundo experimentações, basta apenas dar o tom certo nas cordas do mundo que o que está em um barranco desperta... hipnotica_mente, mentes saem dançando do “morro”, atrás do antídoto milagroso 
procurando doses de algum veneno movimentando a formação em cadeia de algum cordão eletrizante para se livrar dos dias enfadonhos... 
no interior do saco alquímico saem palmas & muitas flores, mas onde estaria o ar do poema supostamente eleito do dia, para a saída do estado de sufoco?!

Entediado um dos rótulos caíram debaixo da mesa... NaCN vive de mãos dadas com a morte e apesar disto nunca morrerá... há dias em que os poemas se escondem tão bem que parecem que não geram rastros... 
sorte quando velhos pedaços cristalizados escorregam da memória, (brincando de esconde-esconde, agarrando algum escritor pelo colarinho) 
a criação de um poema pode ocasionar implosões nas horas vagas
 (quando menos esperamos). 

- Ó poema que faz pegar fogo no céu, por que as pessoas estão lendo você... agora!?! Poema que brota, cresce e morre como as amoras esquecidas de serem colhidas na estação, virando o que JAZ dentro de 
um suco de frutas infernal; a doçura de meus olhos sempre observam tal manifestação com ar de espanto chorando de alegria... saibam que 
poemas que desandam podem até formar um excelente “pavê”. 
Cadê aquele poeminha safado que saiu da gaveta?! Com certeza algum gato esperto irá lamber... e sair dele asfixiado. 

São Paulo, 11.IX.06 
Arte desconheço a fonte 
na voz, da autora





Enviado por Rosangela Aliberti em 11/09/2006



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