Rosangela_Aliberti

"Se a Arte tocar em algum ponto do homem é sinal que alcançou seu objetivo" (r_a)

Meu Diário
15/08/2013 01h41
Quando alguém lhe magoar ou ofender, não retruque (...) Em busca da autoria

1. A frase a seguir pode ser considerada de bom cunho, entretanto carece de fontes para o referido autor (psicografada/dita em entrevista/encontra-se em que livro?):

"Quando alguém lhe magoar ou ofender, não retruque. Não responda na mesma forma. Apenas sinta compaixão daquele que precisa humilhar, ofender ou magoar para sentir-se forte." [Em busca da autoria] Sem referenciais para Chico Xavier

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Exemplo de material (correto) repassado com PESQUISA:

Lições abaixo relacionadas que estudam este tema: 
http://ocaminho.com.br/ocaminho/Tematica/TM/D/Desprezo.htm

Humilhar-se para que a mão do Senhor seja exaltada. [in: Agenda Cristã, Cap. 3 Privilégios Cristão, André Luiz/Chico Xavier]

Aprender a tolerar com paciência as pequenas humilhações, a fim de prestar os grandes testemunhos de sacrifício pessoal que a causa da verdade  lhe reclamará possivelmente algum dia.[in: Astronautas do Além, Legenda de um obreiro de verdade, Emmanuel/Chico Xavier]

2. Outra frase que vem sendo repassada com se fosse de Chico Xavier e/ou psicografada: "Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim." [CARECE DE FONTES]

Por favor vide, o que está grifado em negrito:

Não acreditemos em todos os Chicos por RONI COUTO

Seja por inocência ou pelo desejo de confundir, o fato é que frases, pensamentos e teorias costumam ter suas origens perdidas no tempo. Há, porém, outra estratégia: a de dar crédito a uma ideia, atribuindo-a a uma figura respeitável entre os adeptos.

Com Chico Xavier não é diferente, nem um pouco. Mesmo que seja mais fácil identificar o erro, porque Chico escreveu muito pouco por ele mesmo. As páginas dos mais de 450 livros psicografados por ele não são ideias suas, e por esse motivo não podem, absolutamente, receber sua assinatura.

Ele mesmo, espírito sincero e honesto, esclareceu que nada havia dele mesmo, em conversa com o confrade Elias Barbosa:

– Chico, dentro de alguns meses, terei material para formar um volume de Chico Xavier, ele mesmo.

Chico respondeu:

– O que é isso, meu caro? Não existe Chico Xavier, ele mesmo. Se é que eu tenha que existir, será Chico Xavier/Emmanuel, porque, de mim mesmo, em matéria de edificação espiritual, nada posso subscrever de vez que o nosso benfeitor da Vida Maior é que nos supervisiona a organização medianímica.1

Assim, se algo aparecesse como sendo de Chico Xavier, seria esperado que houvesse o nome do espírito comunicante.

Um exemplo interessante é a frase intensamente divulgada neste centenário: “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”. É atribuída a Chico, mas não se identifica a fonte. Pode ser uma frase do espírito Emmanuel ou de qualquer dos diversos espíritos que escreveram por ele. E agora, quem é o autor da frase?

Embora possam argumentar que isso não tem importância, a questão não é tão simples como parece. Com o livro “Parnaso de Além-Túmulo” esse argumento seria vazio. Porque a essência do livro é justamente a assinatura que acompanha cada poema. Dizer que a autoria não importa é desprezar todo o esforço do mundo espiritual em organizar a tarefa de Chico Xavier no mundo. Pode-se compreender, desde Allan Kardec, a movimentação em torno da mediunidade para explicar, de forma definitiva, que os mortos continuam vivos? Isso ficou bem claro na mensagem que serve de prefácio ao Evangelho: “Os Espíritos do Senhor, que são as virtudes dos Céus, qual imenso exército que se movimenta ao receber as ordens do seu comando, espalham-se por toda a superfície da Terra e, semelhantes a estrelas cadentes, vêm iluminar os caminhos e abrir os olhos aos cegos”.

O médium vira comunicante

Agora que Chico Xavier é espírito, a situação inverte-se. Hoje somos nós a analisar as muitas psicografias que trazem a assinatura de Chico. Segundo a revista Época, pelo menos 50 médiuns já disseram ter recebido mensagens de Chico.

Todos eles têm razão em afirmar que os espíritos são livres para se comunicar pelo médium que escolherem. Nesse caso, Chico Xavier, ele mesmo, pode ter se comunicado com todos esses médiuns. É difícil acreditar, porém, que uma das principais personalidades da Terceira Revelação esteja agora se comunicando sem um propósito claro, desordenadamente. Onde estaria a organização e o comando do mundo espiritual, que teria abandonado as tarefas direcionadoras do movimento espírita no mundo?

Definitivamente, não são todas essas mensagens originadas de Chico Xavier, não importa o quanto os médiuns e os adeptos estejam plenamente convictos de que seja ele, porque a verdade não precisa de nossas convicções pessoais para ganhar crédito. Apliquemos, como ensinou o mestre Kardec, a lógica na análise do conteúdo dessas mensagens, e nós vamos identificar claramente Chico Xavier nelas. Ou então concluir que é um engano, uma mistificação, nascida de nosso desejo de que Chico esteja perto, o que é muito louvável. Mas se vier de um desejo de ser o médium escolhido por Chico, é um sinal de alerta de que a vaidade já desvia esse dom divino que é a mediunidade.

O livro “O espírito de Chico Xavier”, psicografada pelo médium Carlos Baccelli, é a mais conhecida “visita” de Chico. Pesquisando as opiniões e análises sobre esse livro, concluímos que é muito difícil encontrar, nas rápidas e desorganizadas linhas psicografadas, a grandiosidade, a bondade e a intelectualidade do centenário Chico Xavier. O que é uma pena, porque o médium é convicto sobre a autoria.

Por tudo isso, acertou a Federação Espírita Brasileira ao propor, no Congresso Espírita Brasileiro, o respeito à privacidade espiritual de Chico Xavier. Compreende-se que todos queremos Chico conosco, mas é preciso saber esperar, porque se ele esteve tão perto durante tanto tempo, porque, afinal, não aproveitamos para aprender e renovar nossas atitudes?

1 Em “Entrevistas”, organizado por Salvador Gentile e Hércio Marcos Cintra Arantes.

3.

Trecho do texto: Nascestes que precisavas
Ditado por Hammed/médium Francisco do Espírito Santo Neto,
in: Um Modo de Entender: Uma Nova Forma de Viver, Editora Boa Nova

4.

"A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos.
Tudo bem... O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum, é amar mais ou menos, é sonhar mais ou menos,é ser amigo mais ou menos, é namorar mais ou menos, é ter fé mais ou menos e acreditar mais ou menos. Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos." [Em busca da autoria, por nada constar nos livros de Chico Xavier/biografias/entrevistas]

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Relação de livros psicografados por Chico Xavier
http://www.institutoandreluiz.org/chicoxavier_rel_livros.html

O que há para se ler sobre Chico Xavier, entre outros:

As Vidas de Chico Xavier/Autor: Marcel Souto
O MÉDIUM DOS PÉS DESCALÇOS/Autor: Carlos A. Bacelli
Chico Xavier Mediunidade e Paz/ Autor: Carlos A. Baccelli
Nosso amigo Chico Xavier/Autor: Luciano Napoleão da Costa e Silva
Lindos casos de Chico Xavier/ Autor: Ramiro Gama
Trinta Anos com Chico Xavier/Autor: Clovis Tavares
...entre outros, por favor PESQUISE (antes de repassar)


5. http://www.rosangelaliberti.recantodasletras.com.br/blog.php?idb=38830

 


Publicado por Rosangela Aliberti em 15/08/2013 às 01h41
 
14/08/2013 12h16
O BECO SEM SAÍDA, ou EM RESUMO... Jorge de Sena

O BECO SEM SAÍDA, ou EM RESUMO...

I

As mulheres são visceralmente burras.
Os homens são espiritualmente sacanas.
Os velhos são cronologicamente surdos.
As crianças são intemporalmente parvas.
Claro que há as excepções honrosas.

II
As pedras não são humanas.
Os animais não são humanos.
As plantas não são humanas.
Os humanos é que têm algo deles todos:
o que não justifica o panteísmo,
nem a chamada «Criação».

III
Humanamente feitas são as coisas,
e as ideias, as obras de arte, etc.
mas que diferença há entre ser-se uma besta na Ilíada
ou no Viet-Nam?

IV
Há por certo os poetas, os santos, e gente semelhante
(os heróis, que os leve o diabo)
- mas desde sempre, em qualquer língua,
qualquer das religiões (ilustres ou do manipanso),
fizeram o mesmo, disseram o mesmo, morreram igual,
e os outros que nascem e vivem e morrem
continuam a ser a mesma maioria triunfal
de filhos da mãe.

V
Que haja Deus ou não
e a humanidade venha a ser ou não
e os astros sejam conquistados (ou não)
apenas terá como resultado o que tem tido:
uma expansão gloriosa do cretino humano
até ao mais limite.

VI
A vida é bela, sem dúvida:
sobretudo por não termos outra,
e sempre supormos que amanhã se entrega
o corpo que já ontem desejávamos.

VII
O poeta Rimbaud anunciava o tempo dos assassinos.
Sempre foi o tempo dos assassinos
- e mesmo um deles é o que ele era.

VIII
Gloriosos, virtuosos, geniais,
mas burros, sacanas, surdos, parvos.
Ignorados, viciosos ou medíocres,
mas burros, sacanas, surdos, parvos.
Do primeiro, do segundo, do terceiro ou quarto sexo:
mas burros, sacanas, surdos, parvos.
Em Neanderthal, Atenas, ou em Júpiter
- burros, sacanas, surdos, parvos.

IX
Canção, se te culparem
de infame e malcriada,
subversiva ou não,
ou de, mais que imoral, desesperada;
se te disserem má, mal inventada,
responde que te orgulhas:
humano é mais que pulhas
e mais que humanidade mal lavada.

(JORGE DE SENA, de Exorcismos, 1972)

Foto: Anne Bichsel


Publicado por Rosangela Aliberti em 14/08/2013 às 12h16
 
09/08/2013 17h07
Enfim só // Os solares // Quando eu estiver louco, se afaste - Crônicas de Martha Medeiros

Enfim só (Crônica de Martha Medeiros)
 
Eu tinha pouco mais de vinte anos quando fiz minha primeira viagem ao exterior, só eu e a minha mochila. Ao aterrissar em Londres, aluguei um quarto na casa de uma inglesa meio pirada, dei um telefonema para tranquilizar a família e fui deitar, nocauteada que estava pelo fuso horário. Fechei os olhos na escuridão daquele quarto desconhecido e pensei com meus botões: estou completamente sozinha.

Naquela noite eu não dormi direito, mas acordei disposta a me enfrentar. Viajei por diversos países, conheci pessoas em trens, me hospedei em casa de gente que conhecia há cinco minutos e absorvi hábitos e idéias que nunca haviam me ocorrido. Voltei com dúzias de fotos, um jeans que foi direto para o lixo, sem uma pila no bolso, e tão sozinha como quando havia partido. Mas a solidão, agora, não puxava mais meus pés na hora de dormir.

Eu não era nenhuma adolescente quando entrei naquele avião, mas lidava com a solidão como se ainda tivesse 14 anos. Eu queria sim, conhecer a Europa, mas no fundo o que eu queria mesmo era testar os meus limites, meus medos, dirigir o foco de luz para dentro.

E eis que iluminei uma solidão colorida e corajosa, que nada tinha de bicho-papão, e que me acompanha até hoje. Se ela quiser me deixar, eu não deixo.

É claro que existe uma grande diferença entre passar um tempo sozinha em Paris e passar todos os sábados sozinha num quarto na Riachuelo. Viver sem família, sem amigos, sem amor, é um porém que cala fundo. Mas a solidão pode também ocupar bastante o espaço.

A solidão é valiosa quando se quer escrever, seja uma carta, um diário, uma receita, ou mesmo aquele poema que você morre de vergonha de mandar para o concurso e é essencial para ler. Um livro quase sempre é melhor companhia do que uma conversa jogada fora num bar.

A solidão é ótima num cinema. Não fala durante a projeção, não faz barulho com o papel de bala, não reclama do ar condicionado e nem protesta se você escolhe um filme canadense.

A solidão é perfeita na praia. Não pede para passar bronzeador nas costas, fica hora boiando com você no mar e sai de fininho quando um sósia do Rômulo Arantes se aproxima para pedir informação.

A solidão é parceira em caminhadas, não fica fazendo perguntas quando você mal tem fôlego para respirar.

É silenciosa quando você está assistindo televisão, não espirra bem na hora em que o mocinho diz o nome do assassino.

É uma mão na roda para fazer compras. Não faz você entrar em lojas onde a camiseta básica custa duas vezes a prestação do seu apartamento.

Fica quietíssima quando você está dirigindo. Não troca a estação do rádio sem pedir licença e nem faz comentários sobre a velocidade do carro.

Gente, a solidão é um achado!

Perdeu quem apostou que eu sou uma eremita e vivo no meio do mato. Sou urbana até a raiz dos cabelos, e se tivesse de escolher entre viver em Tókio ou numa ilha deserta, iria para a Terra do Sol Nascente feliz da vida. Mas abdico de solidões sociais, como participar de grupos onde ninguém ouve ninguém, e discutir assuntos que não são da minha conta. Estar com alguém só para não estar sozinho é solidão mal administrada. Muitas pessoas que vivem em formigueiros humanos como São Paulo se sentem muito mais solitárias do que Almir Klink em suas excursões glaciais. Solidão não se cura com o amor dos outros. Se cura com amor próprio.

Quanto mais íntimos de nós mesmos, menos críticos nos tornaremos em relação às outras pessoas. A solidão dilui a ironia e os ciúmes, e faz com que a gente reflita mais sobre as nossas próprias ações, em vez de se dedicar religiosamente à vida alheia.

Nunca voltei a viajar sozinha, mas se precisasse, embarcaria com a mesma coragem, só que levando menos ansiedade, menos carência, menos perguntas, e dois jeans a mais.

MEDEIROS, MARTHA. Geração Bivolt. Porto Alegre: Artes e Oficina p. 19.22

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  Os solares

    Quando pequena, sentia um orgulho bobo de ser de Leão, só porque o planeta regente desse signo era o sol. Fora esse detalhe, não sabia nada sobre astrologia, mas agora passei a levar o assunto mais a sério e reconheci de vez o dinamismo relacionado ao astro rei.

    Sou mais verão do que inverno, mais mar do que campo, mais diurna do que noturna. Intensamente solar, e isso é, antes de tudo, uma sorte, pois sem essa energia vital eu provavelmente teria tido um destino mais sombrio. Ainda assim, conheço outros “solares” que são de Touro, Libra, Gêmeos e demais signos – é uma característica que, mesmo quem não a herdou do cosmos, pode e deve desenvolver. Gente é pra brilhar, já dizia outro leonino.

    Não vou continuar me referindo aos astros, pois não é minha praia. Minha praia é Ipanema, Maresias, Mole, Sancho, Porto de Galinhas, Espelho, Ferradurinha, Quatro Ilhas e demais paraísos distribuídos por esse Brasil cuja orla é um exagero de radiante. Quando penso que minha cidade preferida fora do país é Londres, fico até ressabiada com este meu perfil camaleônico, capaz de me fazer sentir em casa num lugar cujo sol não é visita constante. Mas é preciso passear por todos os pontos antagônicos da nossa personalidade – ninguém é uma coisa só. Também tenho meu lado cachecol e botas, mas se fosse obrigada a escolher apenas uma de mim, nunca mais descalçaria o chinelo de dedos.

    Não vejo o solar como alguém espalhafatoso. Pode ser discreto no agir, mas ele tem uma luz íntima que cintila, que se manifesta nos seus impulsos criativos, nas suas ideias que magnetizam. Ele não precisa de extravagâncias para atrair. É uma pessoa que naturalmente se dilata, que abre espaço para o novo, que circula por várias tribos, que faz do seu prazer de estar vivo uma natural ferramenta de sedução.

    O solar tem seus momentos de introspecção, normal. Não há quem não precise de um recolhimento para recarregar baterias, fazer balanços, conectar-se consigo próprio. Mas ele volta, sempre volta, e vem ainda mais expressivo em sua vibração espontânea.

    Há pessoas que possuem uma nuvem preta pairando sobre a cabeça. São criaturas carregadas, pesadas – a gente percebe só de olhar. Uma tempestade está sempre prestes a desabar sobre elas. Respeito-as, ninguém é assim porque quer, mas considero uma bobeira defender o azedume como traço de inteligência. Os pessimistas se acham mais profundos que os alegres. Não são.

    “She’s only happy in the sun”, canta Ben Harper, e faço de conta que ele se inspirou em mim, mesmo sem eu saber quem é “she” – pode ser a iguana do cara, vá saber. Que seja: iguana, toque aqui.

    *

    Sol combina com erotismo (que tons de cinza, o que), com bom humor, com leveza, com sorriso luminoso, com água cristalina, com calor, música, cores, vida. Quando ele se põe, me ponho junto, mas não apago: no escuro, me dedico aos vagalumes.

Martha Medeiros 

http://www.clicrbs.com.br/jsc/sc/impressa/4,1147,3968142,20919

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Quando eu estiver louco, se afaste

Há que se respeitar quem sofre de depressão, distimia, bipolaridade e demais transtornos psíquicos que afetam parte da população. Muitos desses pacientes recorrem à ajuda psicanalítica e se medicam a fim de minimizar os efeitos desastrosos que respingam em suas relações profissionais e pessoais. Conseguem tornar, assim, mais tranquila a convivência.

Mas tem um grupo que está longe de ser doente: são os que simplesmente se autointitulam “difíceis” com o propósito de facilitar para o lado deles. São os temperamentais que não estão seriamente comprometidos por uma disfunção psíquica – ao menos, não que se saiba, já que não possuem diagnóstico. São morrinhas, apenas. Seja por alguma insegurança trazida da infância, ou por narcisismo crônico, ou ainda por terem herdado um gênio desgraçado, se decretam “difíceis” e quem estiver por perto que se adapte. Que vida mole, não?

Tem uma música bonita do Skank que começa dizendo: “Quando eu estiver triste, simplesmente me abrace/Quando eu estiver louco, subitamente se afaste/quando eu estiver fogo/suavemente se encaixe...”. A letra é poética, sem dúvida, mas é o melô do folgado. Você é obrigada a reagir conforme o humor da criatura.

Antigamente, quando uma amiga, um namorado ou um parente declarava-se uma pessoa difícil, eu relevava. Ora, estava previamente explicada a razão de o infeliz entornar o caldo, promover discussões, criar briga do nada, encasquetar com besteira. Era alguém difícil, coitado. E teve a gentileza de avisar antes. Como não perdoar?

Já fui muito boazinha, lembro bem.

Hoje em dia, se alguém chegar perto de mim avisando “sou uma pessoa difícil”, desejo sorte e desapareço em três segundos. Já gastei minha cota de paciência com esses difíceis que utilizam seu temperamento infantil e autocentrado como álibi para passar por cima dos sentimentos dos outros feito um trator, sem ligar a mínima se estão magoando – e claro que esses “outros” são seus afetos mais íntimos, pois com amigos e conhecidos eles são uns doces, a tal “dificuldade” que lhes caracteriza some como num passe de mágica. Onde foi parar o ogro que estava aqui?

Chega-se numa etapa da vida em que ser misericordioso cansa. Se a pessoa é difícil, é porque está se levando a sério demais. Será que já não tem idade para controlar seu egocentrismo? Se não controla, é porque não está muito interessada em investir em suas relações. Já que ficam loucos a torto e direito, só nos resta nos afastar, mesmo. E investir em pessoas alegres, educadas, divertidas e que não desperdiçam nosso tempo com draminhas repetitivos, dos quais já se conhece o final: sempre sobra para nós, os fáceis.

Martha Medeiros 

http://www.clicrbs.com.br/jsc/sc/impressa/4,1147,4101965,21749

 


Publicado por Rosangela Aliberti em 09/08/2013 às 17h07
 
09/08/2013 02h11
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Publicado por Rosangela Aliberti em 09/08/2013 às 02h11
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18/07/2013 20h11
Sintonia e vibração - Jan Val Ellam

Sintonia e vibração

Imaginemos alguém que, com um perfume muito forte, permanece determinado tempo em ambiente fechado. A fragrância do seu perfume irá se espalhar pelo ambiente, que ficará impregnado, durante algum tempo, com o odor característico. Da mesma forma, o resultado do que pensamos e sentimos, fica indelevelmente plasmado naqueles ambientes que mais costumamos freqüentar.

Assim, os nossos lares, os ambientes de trabalho, os locais onde se realizam cultos religiosos e de outros tipos, ficam com suas atmosferas marcadas pelas formas-sentimento e formas-pensamento que comumente ali são expressadas. Quem penetrar em um desses ambientes, inconscientemente ou não, se sentirá inclinado a sintonizar-se psiquicamente com as vibrações ali caracterizadas, sejam agradáveis ou desagradáveis.

Por outro lado, se alguém com um perfume muito forte nos abraça, inevitavelmente herdaremos o odor que dessa pessoa é emanado, seja ele prazeroso ou não. Da mesma forma que o perfume alheio nos invade a atmosfera pessoal, as vibrações espirituais de quem nos abraça também nos invadem a organização íntima, nem que essa troca energética se processe e também se conclua em poucos segundos, tempo necessário para que as defesas energéticas da aura, administrem a invasão energética. Em resumo, estamos sempre marcando, com a "nossa fragrância espiritual", as pessoas e os ambientes com os quais convivemos e, ao mesmo tempo, recebendo a suas influências.

Quando e se, as nossas defesas espirituais estiverem em boa forma, assimilaremos apenas o que nos for positivo e rechaçaremos o que não for. Esse processo é inconsciente, como também o é o da defesa orgânica que os anticorpos promovem em nosso corpo, sempre que necessário. É tudo tão rápido que o cérebro físico-transitório não dá conta, apesar de ser ele que administra todo o processo, como também o faz, a nossa mente espiritual, quando o caso se relaciona com as vibrações de terceiros que nos invadem o espírito.

É importante perceber que, uma simples troca de olhares, um aperto de mão, um abraço ou uma relação sexual, por exemplo, são situações em que a troca energética acontece, independentemente de querermos ou não. Quando a nossa resultante de defesa vibratória é positiva, normalmente assim o é nas pessoas que tem bom ânimo, não se deixam entristecer pelos fatos, são disciplinados no campo da oração e/ou meditação etc., pouco nos invade a energia alheia, se isto for nos servir de transtorno ao nosso equilíbrio energético. Ao contrário, se estivermos em baixa condição de defesa energética, tal qual um prato de alimento estragado, que inapelavelmente irá causar "estragos" no nosso organismo, a energia deletérica alheia nos desarmonizará durante pouco ou muito tempo, conforme for a nossa capacidade psíquica/espiritual em restabelecer o equilíbrio que nos caracteriza, seja ele de que nível for.
 
As crianças pequenas que sequer andam, normalmente tem energia passiva, e sofrem um bocado quando ficam "passando de braço em braço", recebendo verdadeiras descargas energéticas, que normalmente lhes causam desequilíbrios de toda ordem. Se os pais terrenos disso soubessem, outras seriam as suas posturas em relação a permitirem que seus filhos andem de "braço em braço".
 
Portanto, estamos a todo momento, trocando energia com as pessoas e com os ambientes que nos rodeiam. O equilíbrio, leia-se, saúde espiritual, de cada um é o único antídoto a impedir que as vibrações negativas, alheias à nossa organização espiritual, penetrem no nosso íntimo. Saber conviver sem sintonizar com a energia de terceiros, é postura que somente os mestres de si mesmos conseguem plasmar na difícil coexistência com os demais. Ao contrário, se a toda hora temos a sensibilidade pessoal invadida por problemas e influências de outras pessoas e/ou situações, ficamos sempre à mercê dos "outros nos deixarem" ficar em paz. Assim, a nossa paz íntima dependerá dos outros, jamais de nós próprios; o nosso controle será sempre refém do descontrole alheio; a nossa fragrância espiritual estará sempre mesclada com a dos outros; enfim, dificilmente conseguiremos ser donos de nossa própria vida.
 
Se pretendemos ser os arquitetos e atores, da nossa própria caminhada evolutiva, é mister que cuidemos do nosso equilíbrio espiritual, escolhendo quando e como sintonizar com as vibrações alheias, seja em uma conversa, em um convívio mais íntimo, numa palestra, enfim, numa simples leitura, como é o caso que ora ocorre, pois, até o que lemos pode nos ser motivo de enriquecimento ou de desarmonia interior, já que é vibração que nos penetra a alma.

Lembremo-nos de que: a soberania espiritual passa necessariamente pelo controle das emoções; a saúde do nosso corpo dependerá da qualidade do que nos alimentamos; o equilíbrio do nosso espírito depende e, em muito, do que nos permitimos sintonizar, através dos sentidos.

Afinal, se a massa e energia são aspectos de um mesmo padrão existencial, sintonia e vibração formam o elo entre toda a massa e energia que existe, independente das formas transitórias que venham a assumir.

Melhoremos a nossa vibração pessoal e eduquemos os nossos padrões de sintonia. Isto feito, estaremos despertando no nosso íntimo, a grande herança que recebemos do Pai Celestial.
 
(Jan Val Ellam - "Queda e Ascensão Espiritual" Vialuz, ano 4, n° 16)


Publicado por Rosangela Aliberti em 18/07/2013 às 20h11



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