Rosangela_Aliberti

"Se a Arte tocar em algum ponto do homem é sinal que alcançou seu objetivo" (r_a)

Meu Diário
25/02/2014 17h29
Paternalismo - Rainer Souza


Paternalismo

Um tipo de prática que vai contra o desenvolvimento das instituições democráticas.

Ao viver no regime democrático, muitos acreditam que a escolha dos representantes políticos deve estar atrelada a um processo de identificação sincero entre um candidato e seus possíveis eleitores. Nesse contexto, a vitória de um determinado representante político seria a consequência natural de uma ideologia e de um projeto político que vencem as eleições ao melhor que atender aos anseios da população.

Apesar de toda a coerência perceptível nesse tipo de situação, observamos que o desenvolvimento das práticas políticas não ocorre somente dessa forma. Quantas e quantas vezes não vemos alguém professando o seu voto em algum político como uma retribuição a um favor anteriormente atendido? É nesse tipo de situação que observamos uma clara manifestação do chamado paternalismo político.

A prática paternalista acontece geralmente quando um candidato ou governante oferece um favor em troca de algum outro benefício. Dessa forma, ao invés de representar honestamente apenas o interesse daqueles que o elegeram, o político abusa do poder que tem em mãos para se perpetuar em cargos ou atingir outras metas. Em suma, vemos que a relação de representatividade perde amplo espaço para as simples relações de troca.

Geralmente, o paternalismo acontece em países ou regiões em que as condições de vida da população está carcomida por graves problemas. Aproveitando dessa situação, o político facilmente atinge seus objetivos ao conceder favores que usualmente resolvem de forma paliativa os dilemas daquele grupo social. Com isso, a realização de projetos de grande transformação se anula pela tentação de soluções imediatistas.

Em muitas situações, observamos que os políticos paternalistas são venerados como “homens fortes”. De fato, a sua força gira em torno de atrair o apoio irrestrito de eleitores que não veem mal em eleger alguém que “rouba, mas faz”. Atualmente, o aprimoramento das leis, a educação e aplicação de políticas sociais consistentes são vistos como soluções para que o paternalismo e seus representantes percam força.

Rainer Sousa
Mestre em História


Publicado por Rosangela Aliberti em 25/02/2014 às 17h29
 
22/02/2014 15h31
"DIZ AÍ QUEM FOI?" Lispecto_clitoriana (ops, desculpe o ato falho) ...Liscpetoriana

"DIZ AÍ QUEM FOI?"

Excerto (...) Escrevo ou não escrevo? Saber desistir. Abandonar ou não abandonar — esta é muitas vezes a questão para um jogador. A arte de abandonar não é ensinada a ninguém. E está longe de ser rara a situação angustiosa em que devo decidir se há algum sentido em prosseguir jogando. Serei capaz de abandonar nobremente? ou sou daqueles que prosseguem teimosamente esperando que aconteça alguma coisa? como, digamos, o próprio fim do mundo? ou seja lá o que for, como a minha morte súbita, hipótese que tornaria supérflua a minha desistência?
Eu não quero apostar corrida comigo mesmo. Um fato. O que é que se torna fato? Devo-me interessar pelo acontecimento? Será que desço tanto a ponto de encher as páginas com informações sobre os "fatos"? Devo imaginar uma história ou dou largas à inspiração caótica? Tanta falsa inspiração. E quando vem a verdadeira e eu não tomo conhecimento dela? Será horrível demais querer se aproximar dentro de si mesmo do límpido eu? Sim, e é quando o eu passa a não existir mais, a não reivindicar nada, passa a fazer parte da árvore da vida — é por isso que luto por alcançar. Esquecer-se de si mesmo e no entanto viver tão intensamente.
Tenho medo de escrever. É tão perigoso. Quem tentou, sabe. Perigo de mexer no que está oculto — e o mundo não está à tona, está oculto em suas raízes submersas em profundidades do mar. Para escrever tenho que me colocar no vazio. Neste vazio é que existo intuitivamente. Mas é um vazio terrivelmente perigoso: dele arranco sangue. Sou um escritor que tem medo da cilada das palavras: as palavras que digo escondem outras — quais? talvez as diga. Escrever é uma pedra lançada no poço fundo.
Meditação leve e terna sobre o nada. Escrevo quase que totalmente liberto de meu corpo. É como se este estivesse em levitação. Meu espírito está vazio por causa de tanta felicidade. Estou tendo uma liberdade íntima que só se compara a um cavalgar sem destino pelos campos afora. Estou livre de destino. Será o meu destino alcançar a liberdade? não há uma ruga no meu espírito que se espraia em leves espumas. Não estou mais acossado. Isto é a graça.
Estou ouvindo música. Debussy usa as espumas do mar morrendo na areia, refluindo e fluindo. Bach é matemático. Mozart é o divino impessoal. Chopin conta a sua vida mais íntima. Schoenberg, através de seu eu, atinge o clássico eu de todo o mundo. Beethoven é a emulsão humana em tempestade procurando o divino e só o alcançando na morte. Quanto a mim, que não peço música, só chego ao limiar da palavra nova. Sem coragem de expô-la. Meu vocabulário é triste e às vezes wagneriano-polifônico-paranóico. Escrevo muito simples e muito nu. Por isso fere. Sou uma paisagem cinzenta e azul. Elevo-me na fonte seca e na luz fria.
Quero escrever esquálido e estrutural como o resultado de esquadros, compassos e agudos ângulos de estreito enigmático triângulo.
"Escrever" existe por si mesmo? Não. É apenas o reflexo de uma coisa que pergunta. Eu trabalho com o inesperado. Escrevo como escrevo sem saber como e por quê — é por fatalidade de voz. O meu timbre sou eu. Escrever é uma indagação. [Clarice Lispector, in: Um Sopro de Vida (Pulsações)
]

[Som Brasil Jackson do Pandeiro] Lenine - Jack Soul Brasileiro
http://www.youtube.com/watch?v=7AteQn72CR0

 


Publicado por Rosangela Aliberti em 22/02/2014 às 15h31
 
19/02/2014 22h33
Sobre a exposição de nossas vidas nas redes sociais

Tenho apenas observado a febre de “quantas curtidas essa imagem merece?” no Facebook e a infinidade de hashtags em fotos do Instagram, para ser encontrado, curtido e seguido. Não sei se eu que estou muito errada, mas nada disso faz sentido para mim.

Existe uma ânsia de demonstrar ser, mais do que realmente ser. Pessoas tiram fotos com taças e sorrisos falsos, enquanto a balada estava quente, insuportável e lotada. Mas o mundo acha que foi bom e isso basta. Aquele sorriso diz aos outros “olha como eu me divirto!”. Mesmo que no fundo nada disso seja real.

Existe uma necessidade invisível de mostrar ao mundo que cada um está vivendo o relacionamento mais perfeito da vida. “Olhem, pessoas, como meu relacionamento é um conto de fadas. Sou uma princesa, esse é meu príncipe e vamos viver felizes para sempre – postando fotos e frases apaixonadas para vocês morrerem de inveja do nosso amor.”

Existe uma insegurança quanto ao que somos. Pessoas que só acreditam em algo quando os outros afirmam. Quem não tem um amigo que trocou a foto do perfil porque ela recebeu menos “curtidas” do que ele esperava? Não basta se achar bonito no espelho. Há pessoas que precisam do elogio e da admiração dos outros para acreditar em si mesmas.

Esse jogo de “ser e aparentar ser” não tem vencedores. Todos são perdedores: perdemos tempo tirando fotos para os outros verem, perdemos a beleza do momento que passa enquanto procuramos o melhor filtro do Instagram para registrá-lo, perdemos chances de olhar nos olhos e dizer “você está lindo(a)!” enquanto digitamos isso em nossos teclados minúsculos de smartphones.

Confesso que não tenho fotos que registrem os melhores momentos da minha vida. Simplesmente porque nos momentos mais felizes de nossas vidas, não nos preocupamos com o que os outros vão achar, não pensamos onde está o celular ou a máquina fotográfica. Pensamos em curtir (de verdade, não clicando em um botão) cada instante, pois sabemos que não há foto nem nada nesse mundo que possa trazer de volta o AGORA, o instante que passa.

Não, não precisa curtir meus textos, minhas fotos, minha vida na timeline. Não precisa curtir nada. Prefiro que venha viver os melhores momentos da minha vida comigo. Sem fotos mas com toda a felicidade a que temos direito. Não precisa elogiar nos comentários, elogie olhando nos olhos, é tão mais gostoso. Não precisa compartilhar meus textos, compartilhe sua vida comigo, cada minuto é de inestimável valor.

Não precisa curtir nada nessas vitrines de vaidades que são as redes sociais. Curta a vida. Com todos os seus sentidos, com toda emoção. O tempo não para. O tempo não volta. O tempo é o bem mais precioso de nossas vidas. De que maneira você tem curtido sua vida?

http://www.casalsemvergonha.com.br/2014/01/16/um-texto-que-voce-nao-precisa-curtir-contra-a-superexposicao-das-nossas-vidas-nas-redes-sociais/


Mais sobre o assunto:  http://epoca.globo.com/vida/noticia/2014/02/quem-aguenta-tanto-bexibicionismo-nas-redes-sociaisb.html   = grifos meus → como parte do ser humano é extremamente competitivo, ao ponto da FELICIDADE do outro lhe incomodar, bobagem pois cada qual tem sua vida a meu ver, destaco o trecho do "link" apontado acima, a seguir: (...) Quase 70% dos 820 entrevistados disseram ter encerrado ma amizade virtual por dor de cotovelo.(...)

 


Publicado por Rosangela Aliberti em 19/02/2014 às 22h33
 
12/02/2014 16h44
Momento: Chá das 5

Bach Cello Suite No. 1, I. Prelude - Jeff Bradetich, double bass https://www.youtube.com/watch?v=9yjVwRI5aiU

art by Andrzej Malinowski


Publicado por Rosangela Aliberti em 12/02/2014 às 16h44
 
11/02/2014 18h00
<º))))>< Para refletir .·´¯`·.¸><((((º> FELICIDADE REFLEXÕES

"A felicidade não é algo pronto feito. Ela vem de suas próprias ações." ~ Dalai-Lama.

*

"Felicidade é quando o que você pensa, o que você diz e o que você estão em harmonia."  ~ Mahatma Gandhi.

*

"A felicidade não é fruto da paz, é a própria paz." ~ Alain (Émile-Auguste Chartier) 

*

"Não espere nada em torno de outras pessoas para você ser feliz. A sua felicidade começa quando você a constrói sozinho." Alice Walker.

*

"Se a sua felicidade depende do que alguém faz, acho que você tem um problema." ~ Richard Bach.

*

"A primeira receita para a felicidade é: evite uma longa meditação sobre o passado." ~ Andre Maurois

*

"Não é o quanto temos, mas sim o quanto apreciamos, que faz a felicidade."  ~ Charles Spurgeon.

*

"Felicidade não é nada mais do que uma boa saúde e uma memória ruim."  ~ Albert Schweitzer.

*

"Tudo tem suas maravilhas, mesmo a escuridão e o silêncio, e por isso aprendo a ficar contente, seja qual for o estado em que possa estar." ~ Helen Keller.

*

Lembre-se que as pessoas mais felizes são aquelas que se dão mais. ~ H. Jackson Brown, Jr.

*

Cada presente de um amigo é um desejo por sua felicidade. ~ Richard Bach

*

"A pesquisa mostrou que a melhor maneira de ser feliz é fazer de cada dia feliz." ~ Deepak Chopra

*

"A arte de ser feliz reside no poder de extrair felicidade de coisas comuns." ~ Henry Ward Beecher

*

"As melhores e mais belas coisas do mundo não podem ser vistas nem tocadas. Elas devem ser sentidas com o coração. " ~ Helen Keller

.................

Feche os olhos e pense: qual foi a última vez que você se sentiu feliz? E... por que se sentiu feliz? (assim você verificará como caminham suas seleções. O que tem lhe motivado para chegar a este estado) ~ rosangela aliberti 

Beto Guedes - O Medo de Amar é o Medo de Ser Livre (1978) http://www.youtube.com/watch?v=POgMvToR4-s

 


Publicado por Rosangela Aliberti em 11/02/2014 às 18h00



Página 17 de 784 « 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 » [«anterior] [próxima»]

Site do Escritor criado por Recanto das Letras