Rosangela_Aliberti

"Se a Arte tocar em algum ponto do homem é sinal que alcançou seu objetivo" (r_a)

Meu Diário
03/02/2014 02h23
Conversa Fiada - Mario Quintana (...) Tão bom morrer de amor! e continuar vivendo...

Conversa Fiada
Mario Quintana

 
Eu gosto de fazer poemas de um único verso.
Até mesmo de uma única palavra
Como quando escrevo o teu nome no meio da página
E fico pensando mais ou menos em ti
Porque penso, também, em tantas coisas... em ninhos.
Não sei por que vazios em meio de uma estrada
Deserta...
Penso em súbitos cometas anunciadores de um Mundo Novo
E - imagina! -
Penso em meus primeiros exercícios de álgebra,
Eu que tanto, tanto os odiava...
Eu que naquele tempo vivia dopando-me em cores, flores,
                                                                             amores,
Nos olhos - flores das menininhas - isso mesmo! O mundo
Era um livro de figuras
Oh! Os meus paladinos, as minhas princesas prisioneiras
                                                       em suas altas torres,
Os meus dragões
Horrendos
Mas tão coloridos...
E - já então - o trovoar dos versos de Camões:
"Que o menor mal de todos seja a morte!"
Ah, prometo àqueles meus professores desiludidos
           que na próxima vida eu vou ser um grande matemático
Porque a matemática é o único pensamento sem dor...
Prometo, prometo, sim... Estou mentindo? Estou!
Tão bom morrer de amor! e continuar vivendo...
 
Mario Quintana 

In: Baú de Espantos
Mario Quintana - Poesia Completa
Editora Nova Aguillar
p. 596-7
 

 
Sugestão de áudio: Texas – Summer son
http://br.youtube.com/watch?v=FyoA_dQi8ZQ

(Foto:Antonio Mora)


Publicado por Rosangela Aliberti em 03/02/2014 às 02h23
 
02/02/2014 21h20
NANDO REIS - Atibaia

Não curto a fase solo, mas há quem goste (uma opinião de nada vale) :

NANDO REIS

DIA 22 DE MARÇO, SÁBADO - Atibaia
SHOW DA TURNÊ "SEI"
INFORMAÇÕES (19) 3213-7898

Nota: Desculpe, "o cara larga" os Titãs pra cantar Roberta Campos? ("páaaara bicho") pra mim isto não existe: Olhe bem no fundo dos meus olhos/E sinta a EMOÇÃO que nascerá quando você me olhar/ O UNIVERSO CONSPIRA A NOSSO FAVOR (inspirado em "Paul Rabitt") /"Te amarei de janeiro a janeiro/ Até o mundo acabar" / (→ perdão é o Apocalipse.... quem nos garante?)

......................

"A árvore não prova a doçura dos próprios frutos, o rio não bebe suas próprias ondas, e as nuvens não despejam água sobre si mesmas: a força dos bons deve ser usada para benefício de todos."

................

Paródia da letra BICHOS ESCROTOS (letra Nando Reis/ex-Titã)

"Bichos saiam dos livros/araras me deixem ver suas asas/ratoes  fiquem no Banhado/dos cidadaos, lá do seu ladooo/Água quer ver águas claras/ Por mil bromélias!!! Salvem as araras!!!/Por que aqui na face da terra/todos os bichos, tem que so-bre-vi-ver/Oncinhas pintadas, coelhinhos peludos/Botem prá 'ferver'!!!/Por aqui na face da terra/muitos bichos vivos, é o que vai ter.../Todos os bichos precisam de incentivos/viva os bichos,com grandes patrocínios.../bichinhos vivos venham enfeitar... meu olhar...meu lar doce lar..." (rosangela aliberti)


Publicado por Rosangela Aliberti em 02/02/2014 às 21h20
 
01/02/2014 02h00
GOSTO DE VOCÊ não é de Artur da Távola

GOSTO DE VOCÊ!

Gosto de gente com a
cabeça no lugar,
de conteúdo interno,
idealismo nos olhos
e dois pés no chão
da realidade.

Gosto de gente que ri,
chora,
se emociona com uma
simples carta,
um telefonema,
uma canção suave,
um bom filme,
um bom livro,
um gesto de carinho,
um abraço,
um afago.

Gente que ama e
curte saudades,
gosta de amigos,
cultiva flores,
ama os animais.
Admira paisagens,
poeira;
e escuta.

Gente que tem tempo
para sorrir bondade,
semear perdão,
repartir ternuras,
compartilhar vivências
e dar espaço para as
emoções dentro de si,
emoções que fluem
naturalmente de
dentro de seu ser!

Gente que gosta de fazer
as coisas que gosta,
sem fugir de compromissos
difíceis e inadiáveis,
por mais desgastantes que sejam.

Gente que colhe,
orienta,
se entende,
aconselha,
busca a verdade e
quer sempre aprender,
mesmo que seja de
uma criança,
de um pobre,
de um analfabeto.

Gente de coração
desarmado,
sem ódio e
preconceitos baratos.
Com muito Amor
dentro de si.

Gente que erra e
reconhece,
cai e se levanta,
apanha e
assimila os golpes,
tirando lições
dos erros
e fazendo redentora
suas lágrimas e
sofrimentos.

Gosto muito de
gente assim...
e desconfio que é
deste tipo de gente
que DEUS também gosta!

(Até agora é de Autor
Desconhecido)

*

Nota: Por nada constar no blog(ue) http://www.arturdatavola.blogger.com.br/2007_10_28_archive.html
bem como no s(a)ite oficial de Artur da Távola www.arturdatavola.com/ um dos membros da Comunidade Afinal quem é o autor? (orkut) entrou em contato com o escritor, segue a resposta (2007):


À Betty Vidigal  (jun/07)

Sobre o texto/às vezes em forma de poema “Gosto de você”

"Betty: grato por seu interesse e respeito ao Direito Autoral.  Este texto não é de minha autoria. Pode conter algumas frases, mesmo assim não afirmo. (escrevi mais de sete mil crônicas, não dá para lembrar de tudo) . Pode dá-lo como apócrifo. Sem susto. E cá entre nós, eu jamais admiraria poeira....

Fraternalmente
Artur da Távola"


..............

Nota: O texto a seguir também não é dele!

Gosto de gente... gente que tem tempo para sorrir bondade, semear perdão, repartir ternuras, compartilhar vivências e dar espaço pras emoções. [Em busca da autoria]


Foto angelalib
- 07


Publicado por Rosangela Aliberti em 01/02/2014 às 02h00
 
26/12/2013 21h13
A Impontualidade do Amor crônica de Martha Medeiros e as Impossibilidades Perdidas

A IMPONTUALIDADE DO AMOR
Martha Medeiros

Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha.

Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver. Por que o amor nunca chega na hora certa?

Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio.

O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida. 
O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa.

O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole. O amor está em todos os lugares, você que não procura direito.

A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir “eu te amo” num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir “eu te amo” numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender.

Crônica de Martha Medeiros, site Almas Gêmeas 12 de maio de 1998 Fonte: http://autordesconhecido.com.br/?p=37

PS: Favor não  repassar como sendo de Mario Quintana e/ou Luis Fernando Verissimo; nem com enxertos de origem desconhecida.

.................................

Nota: *" E as flores vão chegar num dia qualquer, apenas para informar-lhe como você é especial para alguém. Assim.. sem um motivo ou data especial." [Em busca da autoria/Não é de Mario Quintana e nem de Martha Medeiros]

..........................

AS POSSIBILIDADES PERDIDAS (TEXTO ORIGINAL DA AUTORA, SEM ENXERTOS)

Fiquei sabendo que um poeta mineiro que eu não conhecia, chamado Emilio Moura, teria completado 100 anos neste mês de agosto, caso vivo fosse. Era amigo de outro grande poeta, Drummond. Chegaram a mim alguns versos dele, e um em especial me chamou a atenção: "Viver não dói. O que dói é a vida que não se vive". 

Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. 

Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz. Sofremos por quê? 

Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade interrompida. 

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar. Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar. 

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: se iludindo menos e vivendo mais. 

Martha Medeiros, 20 de agosto de 2002 

_____________________________

Um dos enxertos:

"A cada dia que vivo, mais me convenco de que o desperdicio da vida... Esta no amor que nao damos, nas forças que nao usamos, Na prudencia egoista que nada arrisca e que, esquivando-se do sofrimento, tambem perde a felicidade."  Mary Cholmondeley

"Every day I live I am more convinced that the waste of life lies in the love we have not given, the powers we have not used, the selfish prudence that will risk nothing and which, shirking pain, misses happiness as well." Mary Cholmondeley

O enxerto final é retirado do livro " You gotta keep dancin' " de Tim Hansel, um livro de motivação escrito por quem sofreu um acidente e foi perseguido por fortes dores. Ele diz, entre outras coisas, que não podemos evitar a dor, mas podemos evitar a alegria. http://www.amazon.com/gp/product/1564767442/104-1833697-3288713?v=glance&n=283155

"Pain is inevitable, but misery is optional. We cannot avoid pain, but we can avoid joy." (Tim Hansel)

"A dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional. Nós não podemos evitar a dor, mas podemos evitar a alegria" (Tim Hansel)

You Gotta Keep Dancin' by Tim Hansel

"An amazing book by an amazing man who shares his thoughts, faith and even journal entries through his battle with chronic pain. Stress, disappointment, heartache, hurt -- all are part of the human condition. But while PAIN IS UNAVOIDABLE, MISERY IS OPTIONAL! The freeing message of this book is that no matter what your circumstances, with God's help, you can choose to be joyful. He speaks from experience."

E, por fim, o poema do autor mineiro que inspirou o plagiado texto da Martha Medeiros:

Canção (Emilio Moura)

Viver nao dói. O que dói
é a vida que se não vive.
Tanto mais bela sonhada,
quanto mais triste perdida.

Viver não dói. O que dói
é o tempo, essa força onírica
em que se criam os mitos
que o proprio tempo devora.

Viver não dói. O que dói
é essa estranha lucidez,
misto de fome e de sede
com que tudo devoramos.

Viver não dói. O que dói,
ferindo fundo, ferindo,
é a distância infinita
entre a vida que se pensa
e o pensamento vivido.

Que tudo o mais é perdido.

O texto-frankstein em uma de suas versões:

Viver não dói


Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas
e não se cumpriram.

Por que sofremos tanto por amor?

O certo seria a gente não sofrer,
apenas agradecer por termos conhecido
uma pessoa tão bacana,
que gerou em nós um sentimento intenso
e que nos fez companhia por um tempo razoável,
um tempo feliz.

Sofremos por quê?

Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer
pelas nossas projeções irrealizadas,
por todas as cidades que gostaríamos
de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos,
por todos os filhos que
gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,
por todos os shows e livros e silêncios
que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque
nosso trabalho é desgastante e paga pouco,
mas por todas as horas livres
que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo,
para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe
é impaciente conosco,
mas por todos os momentos em que
poderíamos estar confidenciando a ela
nossas mais profundas angústias
se ela estivesse interessada
em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu,
mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós,
impedindo assim que mil aventuras
nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e
nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido?

A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!

A cada dia que vivo,
mais me convenço de que o
desperdício da vida
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.

O sofrimento é opcional.

Desvendado por Vanessa Lampert http://www.autordesconhecido.blogger.com.br/ 

Photo: Dmitry V Popov


Publicado por Rosangela Aliberti em 26/12/2013 às 21h13
 
20/12/2013 14h25
Não deixe suas panelas brilharem mais do que você!!!

Não deixe suas panelas brilharem mais do que você!!! Não leve a faxina ou o trabalho tão a sério! Pense que a camada de pó vai proteger a madeira que está por baixo dela! Uma casa só vai virar um lar quando você for capaz de escrever “Eu te amo” sobre os móveis! 

Antigamente eu gastava no mínimo 8 horas por semana para manter tudo bem limpo, caso “alguém aparecesse para visitar” – mas depois descobri que ninguém passa “por acaso” para visitar – todos estão muito ocupados passeando, se divertindo e aproveitando a vida! E agora, se alguém aparecer de repente? Não tenho que explicar a situação da minha casa a ninguém… 

As pessoas não estão interessadas em saber o que eu fiquei fazendo o dia todo enquanto elas passeavam, se divertiam e aproveitavam a vida… Caso você ainda não tenha percebido: A VIDA É CURTA… APROVEITE-A!!! Tire o pó se precisar… 

Mas não seria melhor pintar um quadro ou escrever uma carta, dar um passeio ou visitar um amigo, assar um bolo e lamber a colher suja de massa, plantar e regar umas sementinhas? Pese muito bem a diferença entre QUERER e PRECISAR ! 

Tire o pó se precisar… Mas você não terá muito tempo livre… Para beber champanhe, nadar na praia (ou na piscina), escalar montanhas, brincar com os cachorros, ouvir música e ler livros, cultivar os amigos e aproveitar a vida!!! 

Tire o pó se precisar… Mas a vida continua lá fora, o sol iluminando os olhos, o vento agitando os cabelos, um floco de neve, as gotas da chuva caindo mansamente…. Pense bem, este dia não voltará jamais!!! 

Tire o pó se precisar… Mas não se esqueça que você vai envelhecer e muita coisa não será mais tão fácil de fazer como agora… E quando você partir, como todos nós partiremos um dia, também vai virar pó!!! Ninguém vai se lembrar de quantas contas você pagou, nem de sua casa tão limpinha, mas vão se lembrar de sua amizade, de sua alegria e do que você ensinou. AFINAL: “Não é o que você juntou, e sim o que você espalhou que reflete como você viveu a sua vida.” (Autor desconhecido)


Publicado por Rosangela Aliberti em 20/12/2013 às 14h25



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