Rosangela_Aliberti

"Se a Arte tocar em algum ponto do homem é sinal que alcançou seu objetivo" (r_a)

Meu Diário
09/03/2014 20h38
Sobre Alzheimer - Transtorno Bipolar e Boderline

 

Alzheimer uma doença espiritual. Será? 6 de março de 2014 às 23:56

Um artigo interessantíssimo para ser lido e entendido como um todo.
Melhor ainda por quem tiver contatos com alguém nessa condição de doença de Alzheimer. Vai entender alguma coisa do assunto!

Américo Marques Canhoto, médico especialista, casado, pai de quatro filhos. Nasceu em Castelo de Mação, Santarém, Portugal. Médico da família desde 1978.
Atualmente, atende em São Bernardo do Campo e São José do Rio Preto – Estado de São Paulo. Conheceu o Espiritismo em 1988. Recebia pacientes que se diziam indicados por um médico : Dr. Eduardo Monteiro.

Procurando por este colega de profissão, descobriu que esse médico era um espírito, que lhe informou: Alzheimer acima de tudo é uma moléstia que reflete o isolamento do espírito.

Queremos dividir com os leitores um pouco de algumas das observações pessoais a respeito dessa moléstia, fundamentadas em casos de consultório e na vida familiar – dois casos na família. Achamos importante também analisar o problema dos ‘cuidadores’ do doente (família).
Além de trazer à discussão o problema da precocidade com que as coisas acontecem no momento atual. Será que as projeções estatísticas de alguns anos atrás valem para hoje? Serão confiáveis como sempre foram? Se tudo está mais precoce, o que impede de doenças com possibilidade de surgirem lá pelos 65 anos de idade apareçam lá pela casa dos 50 ou até menos?

Alerta - É incalculável o número de pessoas de todas as idades (até crianças) que já apresentam alterações de memória recente e de déficit de atenção (primeira fase da doença de Alzheimer). Lógico que os motivos são o estilo de vida atual, estresse crônico, distúrbios do sono, medicamentos, estimulantes como a cafeína e outros etc. Mas, quem garante que nosso estilo de vida vai mudar? Então, quanto tempo o organismo suportará antes de começar a degenerar? É possível que em breve tenhamos jovens com Alzheimer?

Alguns traços de personalidade das pessoas portadoras de Alzheimer - Em nossa experiência, temos observado algumas características que se repetem:

a) Costumam ser muito focadas em si mesmas.
b) Vivem em função das suas necessidades e das pessoas com as quais criam um processo de co- dependência e até de simbiose.
c) Seus objetivos de vida são limitados (em se tratando de evolução).
d) São de poucos amigos.
e) Gostam de viver isoladas.
f) Não ousam mudar.
g) Conservadoras até o limite.
h) Sua dieta é sempre a mesma.
i) Criam para si uma rotina de ‘ratinho de laboratório’.
j) São muito metódicas.
k) Costumam apresentar pensamentos circulares e idéias repetitivas bem antes da doença se caracterizar.
l) Cultivam manias e desenvolvem TOC (transtorno obsessivo compulsivo) com freqüência.
m) Teimosas, desconfiadas, não gostam de pensar.
n) Leitura os enfastia.
o) Não são chegadas em ajudar o próximo.
p) Avessas á prática de atividades físicas.
q) Facilmente entram em depressão.
r) Agressivas contidas.
s) Lidam mal com as frustrações que sempre tentam camuflar.
t) Não se engajam.
u) Apresentam distúrbios da sexualidade como impotência precoce e frigidez.
v) Bloqueadas na afetividade e na sexualidade. Algumas têm dificuldades em manifestar carinho, para elas um abraço, um beijo, um afago requer um esforço sobre-humano.

Gatilhos que costumam desencadear o processo: - Na atualidade a parcela da população que corre mais risco, são os que se aposentam – especialmente os que se aposentam cedo e não criam objetivos de vida de troca interativa em seqüência. Isolam-se.
Adoram TV porque não os obriga a raciocinar, pois não gostam de pensar para não precisar fazer escolhas ou mudanças. Avarentos de afeto e carentes de trocas afetivas quando não podem vampirizar os parentes, deprimem-se escancarando as portas para a degeneração fisiológica e principalmente para os processos obsessivos. Nessa situação degeneram com incrível rapidez, de uma hora para outra.

Alzheimer e mediunidade - No decorrer do processo os laços fluídicos ficam tão flexíveis que eles falam com pessoas que não enxergamos nem sentimos. Chegam a transmitirem o que dizem os desencarnados ou são usados de forma direta para comunicações.
Esta condição fluídica permite que acessem com facilidade o filme das vidas passadas (bem mais a última) – muitas vezes nesses momentos, nos nomeiam e nos tratam como se fossemos outras pessoas que viveram com eles na última existência e nos relatam o que ‘fizemos’ juntos, caso tenhamos vivido próximos na última existência. Vale aqui uma ressalva, esse fato ocorre em muitos doentes terminais e em algumas pessoas durante processos febris.

Obsessão - É bem comum que a doença insidiosamente se instale através de um processo arquitetado por obsessores, pois os que costumam apresentar essa doença não são muito adeptos da ajuda ao próximo e do amor incondicional; daí ficam vulneráveis às vinganças e retaliações. É raro que bons tarefeiros a serviço do Cristo transformem-se em Alzheimer. Mas, quem é ou quais são os alvos do processo obsessivo? O doente ou a família?

Alzheimer – o umbral para os ainda encarnados - O medo de dormir reflete, dentre outras coisas, as companhias espirituais nada agradáveis. Os ‘cuidadores’ desses pacientes tem mil histórias a contar e muitos depoimentos a fazer. Esse assunto merece muitos comentários.

O espírito volta para a vitrine - Tal e qual o espírito que reencarna; pois na infância nosso espírito está na vitrine, já que ainda não sofreu a ação da educação formal. Esse tipo de doença libera toda a nossa real condição que, perde as contenções da personalidade formal e mostra sua verdadeira condição: nua e crua.
Para quê? Quem pode se beneficiar com isso? Serão os familiares mais atentos? Os profissionais da saúde?
Como médica, tive um caso curioso, nosso paciente se beneficiava na parte cognitiva com a medicação específica mas, tivemos que suspendê-la, pois, ele que antes parecia um ‘docinho de coco’, com o evoluir da doença, mostrou sua personalidade agressiva e manifestava-se de tal forma que chegou a ser expulso de uma clínica especializada pois do nada agredia os outros internos – na decisão de consenso optou-se por manter as tradicionais ‘camisas de força’ (remédios que todos conhecem).

Os cuidadores - Mesmo com medo de ter que ‘cuidar de uma antiga criança mal educada’ como se tornam os portadores dessa doença; ela não deixa de ser uma oportunidade ímpar de desenvolvermos qualidades espirituais a ‘toque de caixa’. Feliz de quem encara essa tarefa sem dia sem noite, sem férias. Pena que algumas pessoas não sejam capazes de suportar tal tarefa com calma – Quem se arrisca a encarar com bom humor e realizar o que for possível ajudando a esse irmão? Serão os cuidadores vítimas ou felizardos? O que isso tem a ver com o passado? Cada qual que decida…


Quantos cuidadores se tornarão doentes? - Alerta: ‘Cuidadores’ costumam não aprender nada e, repetem a lição para os outros, tornam-se ferramentas de aprendizado.
O que é possível aprender como cuidador? Paciência, tolerância, aceitação, dedicação incondicional ao próximo, desprendimento, humildade, inteligência, capacidade de decidir por si e pelo outro. Amor.

Para o ‘cuidador’ é diferente o Alzheimer rico do pobre? - O que mais se vê é o pobre sendo cuidado pela família e o rico sendo cuidado por terceiros. Quem ganha o que e quanto? Terceirizar tem algum mérito? Tornar-se doente de Alzheimer na classe média é uma loteria; por quem ou onde seremos ‘cuidados’?


Cuidador ou responsável? - Tal e qual na infância temos pais ou responsáveis, neste caso vale a mesma analogia.
O que o cuidador ganha ou perde?

- Vale a pena abdicar de uma tarefa de vida para cuidar de uma pessoa que tudo fez para ficar nessa condição de necessitado? – Quem ou o que dita os valores? Quem ganha ou perde o que? Em qual condições? – Na dúvida chame Jesus, Ele explica tudo muito bem…

O problema da obsessão - Quem obsidia quem? Cuidador e doente são antigos obsessores um do outro – não é preciso recuar muito no tempo, pois mesmo nesta existência, com um pouco de honestidade dá para analisar o processo em andamento; na dúvida basta analisar as relações familiares, como as coisas ocorreram.
Não foi possível? – não importa; basta que hoje, no decorrer do processo da doença, avaliemos o que nos diz o doente nas suas ‘crises de mediunidade’: você fez isso ou aquilo, agora vai ver! – preste muita atenção em tudo que o doente diz, pois aí, pode estar a chave para entendermos a relação entre o passado e o presente.
Quem ganha e quem perde a briga? O doente parece estar em situação desfavorável, pois aparentemente perdeu a capacidade de arquitetar, decidir – mas, quem sabe ele abriu mão disso, para tornar-se simples instrumento de outros desencarnados que estão em melhores condições de azucrinar a vida do inimigo (alianças e conchavos) – Quem sabe?

A dieta influencia - Os portadores da doença costumam ter hábitos de alimentação sem muita variação centrada em carboidratos e alimentos industrializados.
Descuidam-se no uso de frutas, verduras e legumes frescos, além de alimentos ricos em ômega3 e ômega6, devem consumir mais peixe e gorduras de origem vegetal (castanha do Pará, nozes, coco, azeite de oliva extra virgem, óleo de semente de gergelim).
Estudos recentes mostram que até os processos depressivos podem ser atenuados ou evitados pela mudança de dieta.

Doença silenciosa? - Nem tanto, pois avisos é que não faltam, desde a infância analisando e estudando as características da criança, é possível diagnosticar boa parte dos problemas que se apresentarão para serem resolvidos durante a atual existência, até o problema da doença de Alzheimer.
Dia após dia, fase após fase o quadro do que nos espera no futuro vai ficando claro.
Fique esperto: Evangelize-se (no sentido de praticar não de apenas conhecer) para não precisar voltar a usar fraldas.

O mal de Alzheimer é hereditário? Pode ser transmitido? - Sim pode, mas não de forma passiva inscrito no DNA, e sim, pelo aprendizado e pela cópia de modelos de comportamento. Lógico que pode ser contagioso; mas pela convivência descuidada fruto de uma educação sem Evangelização.

Remédios resolvem? - Ajudar até que ajudam; mas resolver é impossível, ilógico e cruel se, possível fosse – pois, nem todos tem acesso a todos os recursos ao mesmo tempo.
Remédios usados sem a contrapartida da reforma no pensar, sentir e agir podem causar terríveis problemas de atraso evolutivo individual e coletivo; pois apenas abrandam os efeitos sem mexer nas causas. Tapam o sol com a peneira.

Remédios previnem? - Claro que não – apenas adiam o inexorável.
Quanto a isso, até os cientistas mais agnósticos concordam.
Um dos mais eficazes remédios já inventados foram os grupos de apoio á terceira idade. A convivência saudável e as atividades que possam ser feitas em grupo geram um fluxo de energia curativa.
A doença de Alzheimer acima de tudo é uma moléstia que reflete o isolamento do espírito que se torna solitário por opção. O interesse pelos amigos é um bom remédio.

Qual a vacina? - Desde que saibamos separar a vacina ativa da passiva. O ato de nos vacinarmos contra a doença de Alzheimer é o de estudar as características de personalidade, caráter e comportamento dos que a vivenciam, para que não as repitamos.
A melhor e mais eficiente delas é o estudo, o desenvolvimento da inteligência, da criatividade e a prática da caridade. Seguir ao pé da letra o recado que nos deixou o Espírito da Verdade:
‘Amai-vos e instruí-vos’.

Quer evitar tornar-se um Alzheimer?

Torne sua vida produtiva, pratique sem cessar o perdão e a caridade com muito esforço e inteligência.

Muito mais há para ser analisado e discutido sobre este problema evolutivo que promete nos visitar cada dia mais precocemente, além das dúvidas que levantamos esperamos que os interessados não se furtem ao saudável debate.

(...) Artigo.: Alzheimer: É Possível Evitar
Por.: Dr. Américo Marques Canhoto (Casado, pai de quatro filhos. Nasceu em Castelo de Mação, Santarém, Portugal. Médico da família, clinica desde o ano de 1978. Hoje, atende em São Bernardo do Campo e São José do Rio Preto, Estado de São Paulo. Conheceu o Espiritismo em 1988. Recebia pacientes indicados pelo doutor Eduardo Monteiro.
Depois descobriu que esse médico era um espírito.

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DIFERENÇA ENTRE O TRANSTORNO BIPOLAR E O BORDERLINE

Há muita especulação entre estes dois transtornos, sendo que muitas vezes uma pessoa tida como bipolar não o é, e sim, borderline, e o contrário também acontece.

A primeira diferença básica é que o transtorno bipolar é um transtorno clínica/mental e o borderline é um transtorno de personalidade do tipo B.

Entendamos melhor a diferença entre bipolar e borderline.

Para os conhecedores da área, uma avaliação multiaxial caracteriza o Transtorno Bipolar como um transtorno do eixo I (que engloba os transtornos clínicos) e o Borderline como um transtorno do eixo II (que engloba os transtornos de personalidade e de retardo mental).
No transtorno de personalidade emocionalmente instável, o humor varia dentro de um tempo menor (segundos, minutos, no máximo horas). No transtorno bipolar, o humor varia dentro de um tempo maior (dias, semanas, meses), obedecendo a ciclos.
Quem é emocionalmente instável (ou seja, quem sofre de instabilidade emocional) tem um humor que se altera devido a fatores externos (o que acontece em volta). Quem é bipolar tem um humor que obedece a fatores internos (que independem do que acontece em volta).

Veja: O instável vai mudando de humor ao longo do dia, segundo as situações que encontra. O bipolar mantém o humor maníaco enquanto durar a fase de mania (uma semana no mínimo); e mantém o humor depressivo enquanto durar a fase depressiva (dois meses no mínimo).
Mesmo aquele bipolar misto que alterna rapidamente momentos de euforia e de depressão não é tão inconstante como quem sofre de transtorno de personalidade emocionalmente instável. A diferença, nesse caso, pode ser pequena; mas existe.

Mencionando Perugi, poderíamos ver o estado misto como um estado de instabilidade emocional em que euforia e depressão coexistem ou flutuam dentro do mesmo quadro. Ainda assim, mesmo vendo a coisa por esse ângulo, note que ainda estamos falando de estados mistos e, num caso de TAB (transtorno afetivo bipolar), haveria outros elementos a levar em conta.

A instabilidade emocional está dividida em dois subtipos; um deles é o transtorno de personalidade borderline, que é o transtorno boderline propriamente dito.

Borderline
Além do humor borderline ser mais curto como explicado acima (porque varia dentro de um tempo menor), há outras diferenças.
A identidade do borderline é menos definida; ele não sabe exatamente quem é ou o que quer, e isso inclui a sexualidade. Já o bipolar tem uma identidade mais sólida; ele sabe quem é e o que quer.

Falando apenas de sexualidade, ou de identidade sexual, é mais provável encontrar um bissexual entre borderlines que entre bipolares, especialmente se não estamos falando de uma única experiência sexual, mas de várias. Há bipolares que relataram ao menos pensar ou já ter pensado em outra pessoa do mesmo sexo ou já ter experimentado pelo menos um beijo com pessoa do mesmo sexo. À parte isso, não deixemos de ter em mente que a identidade do bipolar já é sólida ou definida enquanto a do borderline, não.
O borderline divide as pessoas em dois tipos bem restritos. Exemplo: ou uma pessoa é boa, só tem qualidades, ou ela é má, só tem defeitos. Não há um bom meio-termo. Mas veja; a opinião pode mudar: Se alguém que o borderline considera bom, perfeito, o decepciona fazendo algo real ou apenas imaginado, o borderline irá considerá-lo mau, tendo uma opinião oposta à anterior, sem achar um meio-termo.

Se você já leu romances românticos do século XIX, como Escrava Isaura, sabe o que é ver as pessoas divididas em apenas dois grupos restritos; porque nessas histórias os personagens ou são só qualidades (o mocinho, a mocinha, etc.) ou são só defeitos e maldade (o vilão, etc). Na vida real, como sabemos, as pessoas têm qualidades e defeitos, e nem sempre é fácil dizer quem é bom e quem é mau. Em poucas palavras, ninguém é inteiramente bom; ninguém é inteiramente mau (a não ser para o boderline, é claro!).

Sendo assim, já podemos dizer que a identidade e o humor do bipolar são diferentes dos do borderline; e que o borderline tem aquele pensamento extremista que divide as pessoas em dois tipos bem restritos.

Sobre depressão, algo que afeta tanto o borderline como o bipolar, pode-se afirmar que mesmo a depressão do borderline, intermitente, é diferente daquela do bipolar, contínua.

Há outras diferenças, certamente, entre ambos os transtornos. Imagine um bipolar tipo I, que alterna fases de mania e de depressão.

A mania durará pelo menos uma semana. A depressão, pelo menos dois meses. Haverá periodos de vida normal. Isso quer dizer que o humor varia dentro de semanas ou meses. Não é a variação de humor que vemos num borderline por exemplo.

Num borderline, o humor varia dentro de um tempo muito menor. Segundos, minutos, quando muito horas. Não há fases longas, por assim dizer. É claro que há outras boas diferenças entre transtorno bipolar e transtorno borderline; e é claro que, dependendo do bipolar, as diferenças entre ambos os transtornos podem ser bem pequenas.
Ainda há que se dizer: Tente se lembrar de histórias de amor interrompidas, vividas por bipolares.

Obviamente, os bipolares não estão isentos de serem traídos, humilhados, maltratados, etc., como qualquer pessoa normal. Mas veja que muitas bipolares ainda pensam em seus ex-namorados e desejam reatar com eles um dia, ainda que agora vejam neles defeitos que antes elas não viam. Uma borderline veria o ex que a traiu ou a humilhou como um verdadeiro demônio, que só tem defeitos; e se ela antes o queria, agora já não o quer.

Instabilidade emocional (mudar de humor a cada segundo, a cada minuto), não saber direito o que quer (isso agora é bom, isso agora é ruim), achar alguém perfeito e depois a pior das pessoas, sem haver meio-termo, sem haver transição, essas são características que dizem respeito essencialmente ao borderline, ainda que possam nos lembrar bastante um bipolar. Veja: Se você é uma bipolar e ainda ama seu ex que a traiu ou a abandonou, isso mostra que, apesar das suas variações de humor, você ainda sabe o quer e percebe que, se ele não era perfeito, pelo menos não era tão mau assim… Uma borderline agiria de outro modo.

O uso de medicações que estabilizam o humor é imprescindível nestes casos.

Enfim, diferentemente do que muitos pensam, instabilidade emocional não é Transtorno Bipolar, mas outro transtorno, que pode ser borderline. Na dúvida procure um profissional especializado.
http://www.psicologiaitapema.com.br/qual-e-a-diferenca-entre-bipolar-e-borderline/


Publicado por Rosangela Aliberti em 09/03/2014 às 20h38
 
28/02/2014 16h07
O Desapego - OSHO

O Desapego
OSHO


O amor é a única libertação do apego. Quando você ama tudo, não está preso a nada.

Na verdade, o fenômeno do apego precisa ser entendido. Por que você se agarra a algo? Porque tem medo de perdê-lo. Talvez alguém possa roubá-lo. Seu medo é de que amanhã você não possa ter o que tem hoje.

Quem sabe o que acontecerá amanhã? A mulher ou o homem que você ama… qualquer movimento é possível: vocês podem se aproximar ou podem se distanciar. Vocês podem novamente se tornar estranhos ou podem ficar tão unidos que não seria correto dizer nem mesmo que vocês são duas pessoas diferentes; é claro, existem dois corpos, mas o coração é um só, a canção do coração é uma só e o êxtase os envolve como uma nuvem.

Vocês desaparecem nesse êxtase: você não é você, ela não é ela. O amor passa a ser tão total, tão grande e irresistível que você não pode permanecer você mesmo; você precisa submergir e desaparecer.

Nesse desaparecimento, quem se prenderá, e a quem? Tudo é. Quando o amor desabrocha em sua totalidade, tudo simplesmente é. O receio do amanhã não surge, daí não surgir a questão do apego.

“Todas as nossas misérias e sofrimentos não são nada mais do que apego. Toda a nossa ignorância e escuridão é uma estranha combinação de mil e um apegos. Nós estamos apegados a coisas que serão levadas no momento da morte, ou mesmo, talvez, antes. Você pode estar muito apegado a dinheiro, mas você pode ir à bancarrota amanhã. Você pode estar muito apegado a seu poder e posição, mas eles são como bolhas de sabão. Hoje eles estão aqui; amanhã eles não deixarão nem um traço. (…)

Todas as nossas posições, todos os nossos poderes, nosso dinheiro, nosso prestígio, respeitabilidade são todos bolhas de sabão. Não fique apegado a bolhas de sabão; senão, você estará em contínua miséria e agonia. Essas bolhas de sabão não se importam por você estar apegado a elas. Elas continuam estourando e desaparecendo no ar e deixando-o para trás com o coração ferido, com um fracasso, com uma profunda destruição de seu ego. Elas o deixam triste, amargo, irritado, frustrado. Elas transformam sua vida num inferno.

Compreender que a vida é feita da mesma matéria que os sonhos é a essência do caminho. Desapegue-se: viva no mundo, mas não seja do mundo. Viva no mundo, mas não permita que o mundo viva dentro de você. Lembre-se que ele é um belo sonho, porque tudo está mudando e desaparecendo.

Não se agarre a nada. Agarrar-se é a causa de sermos inconscientes.

Se você começar a se desprender, uma tremenda liberação de energia acontecerá dentro de você. A energia que estava envolvida no apego às coisas trará um novo amanhecer ao seu ser, uma nova luz, uma nova compreensão, um tremendo descarregar – nenhuma possibilidade para a miséria, a agonia, a angustia.

Ao contrário, quando todas essas coisas desaparecem, você se encontra sereno, calmo e tranqüilo, numa alegria sutil. Haverá um riso no seu ser. (…)

Se você se tornar desapegado, você será capaz de ver como as pessoas estão apegadas a coisas triviais, e quanto elas estão sofrendo por isso. E você rirá de si mesmo, porque você também estava no mesmo barco antes. O desapego é certamente a essência do caminho.


Publicado por Rosangela Aliberti em 28/02/2014 às 16h07
 
25/02/2014 17h29
Paternalismo - Rainer Souza


Paternalismo

Um tipo de prática que vai contra o desenvolvimento das instituições democráticas.

Ao viver no regime democrático, muitos acreditam que a escolha dos representantes políticos deve estar atrelada a um processo de identificação sincero entre um candidato e seus possíveis eleitores. Nesse contexto, a vitória de um determinado representante político seria a consequência natural de uma ideologia e de um projeto político que vencem as eleições ao melhor que atender aos anseios da população.

Apesar de toda a coerência perceptível nesse tipo de situação, observamos que o desenvolvimento das práticas políticas não ocorre somente dessa forma. Quantas e quantas vezes não vemos alguém professando o seu voto em algum político como uma retribuição a um favor anteriormente atendido? É nesse tipo de situação que observamos uma clara manifestação do chamado paternalismo político.

A prática paternalista acontece geralmente quando um candidato ou governante oferece um favor em troca de algum outro benefício. Dessa forma, ao invés de representar honestamente apenas o interesse daqueles que o elegeram, o político abusa do poder que tem em mãos para se perpetuar em cargos ou atingir outras metas. Em suma, vemos que a relação de representatividade perde amplo espaço para as simples relações de troca.

Geralmente, o paternalismo acontece em países ou regiões em que as condições de vida da população está carcomida por graves problemas. Aproveitando dessa situação, o político facilmente atinge seus objetivos ao conceder favores que usualmente resolvem de forma paliativa os dilemas daquele grupo social. Com isso, a realização de projetos de grande transformação se anula pela tentação de soluções imediatistas.

Em muitas situações, observamos que os políticos paternalistas são venerados como “homens fortes”. De fato, a sua força gira em torno de atrair o apoio irrestrito de eleitores que não veem mal em eleger alguém que “rouba, mas faz”. Atualmente, o aprimoramento das leis, a educação e aplicação de políticas sociais consistentes são vistos como soluções para que o paternalismo e seus representantes percam força.

Rainer Sousa
Mestre em História


Publicado por Rosangela Aliberti em 25/02/2014 às 17h29
 
22/02/2014 15h31
"DIZ AÍ QUEM FOI?" Lispecto_clitoriana (ops, desculpe o ato falho) ...Liscpetoriana

"DIZ AÍ QUEM FOI?"

Excerto (...) Escrevo ou não escrevo? Saber desistir. Abandonar ou não abandonar — esta é muitas vezes a questão para um jogador. A arte de abandonar não é ensinada a ninguém. E está longe de ser rara a situação angustiosa em que devo decidir se há algum sentido em prosseguir jogando. Serei capaz de abandonar nobremente? ou sou daqueles que prosseguem teimosamente esperando que aconteça alguma coisa? como, digamos, o próprio fim do mundo? ou seja lá o que for, como a minha morte súbita, hipótese que tornaria supérflua a minha desistência?
Eu não quero apostar corrida comigo mesmo. Um fato. O que é que se torna fato? Devo-me interessar pelo acontecimento? Será que desço tanto a ponto de encher as páginas com informações sobre os "fatos"? Devo imaginar uma história ou dou largas à inspiração caótica? Tanta falsa inspiração. E quando vem a verdadeira e eu não tomo conhecimento dela? Será horrível demais querer se aproximar dentro de si mesmo do límpido eu? Sim, e é quando o eu passa a não existir mais, a não reivindicar nada, passa a fazer parte da árvore da vida — é por isso que luto por alcançar. Esquecer-se de si mesmo e no entanto viver tão intensamente.
Tenho medo de escrever. É tão perigoso. Quem tentou, sabe. Perigo de mexer no que está oculto — e o mundo não está à tona, está oculto em suas raízes submersas em profundidades do mar. Para escrever tenho que me colocar no vazio. Neste vazio é que existo intuitivamente. Mas é um vazio terrivelmente perigoso: dele arranco sangue. Sou um escritor que tem medo da cilada das palavras: as palavras que digo escondem outras — quais? talvez as diga. Escrever é uma pedra lançada no poço fundo.
Meditação leve e terna sobre o nada. Escrevo quase que totalmente liberto de meu corpo. É como se este estivesse em levitação. Meu espírito está vazio por causa de tanta felicidade. Estou tendo uma liberdade íntima que só se compara a um cavalgar sem destino pelos campos afora. Estou livre de destino. Será o meu destino alcançar a liberdade? não há uma ruga no meu espírito que se espraia em leves espumas. Não estou mais acossado. Isto é a graça.
Estou ouvindo música. Debussy usa as espumas do mar morrendo na areia, refluindo e fluindo. Bach é matemático. Mozart é o divino impessoal. Chopin conta a sua vida mais íntima. Schoenberg, através de seu eu, atinge o clássico eu de todo o mundo. Beethoven é a emulsão humana em tempestade procurando o divino e só o alcançando na morte. Quanto a mim, que não peço música, só chego ao limiar da palavra nova. Sem coragem de expô-la. Meu vocabulário é triste e às vezes wagneriano-polifônico-paranóico. Escrevo muito simples e muito nu. Por isso fere. Sou uma paisagem cinzenta e azul. Elevo-me na fonte seca e na luz fria.
Quero escrever esquálido e estrutural como o resultado de esquadros, compassos e agudos ângulos de estreito enigmático triângulo.
"Escrever" existe por si mesmo? Não. É apenas o reflexo de uma coisa que pergunta. Eu trabalho com o inesperado. Escrevo como escrevo sem saber como e por quê — é por fatalidade de voz. O meu timbre sou eu. Escrever é uma indagação. [Clarice Lispector, in: Um Sopro de Vida (Pulsações)
]

[Som Brasil Jackson do Pandeiro] Lenine - Jack Soul Brasileiro
http://www.youtube.com/watch?v=7AteQn72CR0

 


Publicado por Rosangela Aliberti em 22/02/2014 às 15h31
 
19/02/2014 22h33
Sobre a exposição de nossas vidas nas redes sociais

Tenho apenas observado a febre de “quantas curtidas essa imagem merece?” no Facebook e a infinidade de hashtags em fotos do Instagram, para ser encontrado, curtido e seguido. Não sei se eu que estou muito errada, mas nada disso faz sentido para mim.

Existe uma ânsia de demonstrar ser, mais do que realmente ser. Pessoas tiram fotos com taças e sorrisos falsos, enquanto a balada estava quente, insuportável e lotada. Mas o mundo acha que foi bom e isso basta. Aquele sorriso diz aos outros “olha como eu me divirto!”. Mesmo que no fundo nada disso seja real.

Existe uma necessidade invisível de mostrar ao mundo que cada um está vivendo o relacionamento mais perfeito da vida. “Olhem, pessoas, como meu relacionamento é um conto de fadas. Sou uma princesa, esse é meu príncipe e vamos viver felizes para sempre – postando fotos e frases apaixonadas para vocês morrerem de inveja do nosso amor.”

Existe uma insegurança quanto ao que somos. Pessoas que só acreditam em algo quando os outros afirmam. Quem não tem um amigo que trocou a foto do perfil porque ela recebeu menos “curtidas” do que ele esperava? Não basta se achar bonito no espelho. Há pessoas que precisam do elogio e da admiração dos outros para acreditar em si mesmas.

Esse jogo de “ser e aparentar ser” não tem vencedores. Todos são perdedores: perdemos tempo tirando fotos para os outros verem, perdemos a beleza do momento que passa enquanto procuramos o melhor filtro do Instagram para registrá-lo, perdemos chances de olhar nos olhos e dizer “você está lindo(a)!” enquanto digitamos isso em nossos teclados minúsculos de smartphones.

Confesso que não tenho fotos que registrem os melhores momentos da minha vida. Simplesmente porque nos momentos mais felizes de nossas vidas, não nos preocupamos com o que os outros vão achar, não pensamos onde está o celular ou a máquina fotográfica. Pensamos em curtir (de verdade, não clicando em um botão) cada instante, pois sabemos que não há foto nem nada nesse mundo que possa trazer de volta o AGORA, o instante que passa.

Não, não precisa curtir meus textos, minhas fotos, minha vida na timeline. Não precisa curtir nada. Prefiro que venha viver os melhores momentos da minha vida comigo. Sem fotos mas com toda a felicidade a que temos direito. Não precisa elogiar nos comentários, elogie olhando nos olhos, é tão mais gostoso. Não precisa compartilhar meus textos, compartilhe sua vida comigo, cada minuto é de inestimável valor.

Não precisa curtir nada nessas vitrines de vaidades que são as redes sociais. Curta a vida. Com todos os seus sentidos, com toda emoção. O tempo não para. O tempo não volta. O tempo é o bem mais precioso de nossas vidas. De que maneira você tem curtido sua vida?

http://www.casalsemvergonha.com.br/2014/01/16/um-texto-que-voce-nao-precisa-curtir-contra-a-superexposicao-das-nossas-vidas-nas-redes-sociais/


Mais sobre o assunto:  http://epoca.globo.com/vida/noticia/2014/02/quem-aguenta-tanto-bexibicionismo-nas-redes-sociaisb.html   = grifos meus → como parte do ser humano é extremamente competitivo, ao ponto da FELICIDADE do outro lhe incomodar, bobagem pois cada qual tem sua vida a meu ver, destaco o trecho do "link" apontado acima, a seguir: (...) Quase 70% dos 820 entrevistados disseram ter encerrado ma amizade virtual por dor de cotovelo.(...)

 


Publicado por Rosangela Aliberti em 19/02/2014 às 22h33



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