Rosangela_Aliberti

"Se a Arte tocar em algum ponto do homem é sinal que alcançou seu objetivo" (r_a)

Textos


Asas são ´apenas´ asas???

Se asas não passam de um mero par de asas, o que poderei fazer com tua falta de flexibilidade momentânea?!
Dê asas ao vento: - Tu me dissestes que as asas não passam de: Um órgão de vôo das aves... ´caro morceguinho um tantim cegueta´ (na falta de um bom radar), creio que tu neste fim de semana deves ter arrastando as asas para algum rabo de saia sem ter tido a oportunidade de fornecer a asa à Diva almejada... desde então se pôs a exterminar as asas da imaginação.
Segurando a asa da xícara degusto o sabor da colher de chá, neste instante exato coço o canto da asa do nariz direita... não sei que peripécias irei fazer para respeitar tua opinião, me utilizando da etiqueta e da arte clássica ligada diretamente a prática do Zen: Benevolência que abrange qualidades como a cortesia, a compaixão e a moral (teus argumentos são difíceis de engolir), agito as plumas da imaginação que infelizmente não são multicoloridas como as dos pavões exibicionistas... sobretudo não precisa exalar miticismo para compreender a propulsão da setas do que tu deixas subentendido, bato palmas tendo com certeza a visão que estou fora da data de teu aniversário. Ops! uma das penas caiu no chão, não tenho ar de guerreiro samurai? Mas para quem trabalha com a musculatura das áreas cerebrais não requer muita força, que pouco interferem na feminilidade de uma mulher, no entanto tu sabes que não tenho vocação para que façam de mim gato e peteca e por falar em peteca... (as penas da peteca também podem ser de plástico) por aqui nem sempre as flores tem perfume de rosas todos os dias, hoje te ofereço cravos... no mínimo são de defunto, escondo as asas de pomba ao me servir da pena que caiu do chão... me deu tanta pena, ler teu comentário!!!
Bem melhor seria ter lido alguns de teus versos com o tema sobre o Amor, depenei todas as penas do rabicó da pombinha branca... aliás acessei um baú do arco da velha para sustentar as duras penas: A Flecha do Arqueiro ZEN.

Você deve ter sido acertado pela flecha de algum cupido (míope) que te enfeitiçou os bons sentidos do coração... o querubim barroco cutucou em cheio tua ´bunda´, (enganado) ele deveria ter acertado direto no peito, mas com certeza estava munido de uma só flecha naquele dia (vai ver o ´pobre diabo´ tinha apenas uma flecha na sacolinha de couro presa as costas).
...Dá pena observar teu ar de queixo caído, no entanto te juro que o dia que pegar uma metáfora tua jogada no rio, prometo que irei sorrir baixinho, por dentro, coisa própria das almas gentis e educadas, sem fazer grandes estardalhaços dignos do humor das pessoas com propensão à histeria.
Deve ser triste observar o ´ser amado´ estar sendo segurado por outra asa que não seja a tua.
Posso ter um arco e uma flecha... com efeito sonoro que se perde nas turbinas das asas dos aviões... um avião que alcança as asas laterais do edíficio que atravessam a cidade indo parar na asa norte e cruzando a asa sul, em Brasília. Se podres são os poderes... o quarto destrói as coisas belas e o quinto reconstrói. Ah! Nobre cavaleiro (suponho que tu sejas andantes), não sou superpoderosa, cada asa que bate na porta deste circuito... só tem a me ensinar a lidar com os sonhos, podem ser poucas ou muitas sementes que se disseminarão dando vida à novas sementes, enquanto isto não divago, ter asas me faz sentir veloz, Pessoa!

Santa Maria!

Eu e meus delírios...
no confessionário

tenho poeminhas paridos
filhos de pais conhecidos
adotados por pais
desconhecidos
letras e (des)encontros
marcados,
- Cara ou coroa?
(os abraços são reservados).

As asas de qualquer pensamento são velozes rasgando o céu bem mais rápidas do que os reflexos dos insetos estonteados... quisera os pensamentos mal direcionados fossem exterminados com o efeito dos inseticidas, a força do pensamento é ligeiro tendo a velocidade maior que qualquer pássaro nos quatro pontos desta terra...

Se os ´filósofos´ são doidos fico contente por respeitar pensamentos como estes teus observando de camarote o dia que tu escreveres alguma coisa ao contrário... palavras indispensáveis caem por terra fazendo juz a mão à palmatória a um dos Salmos e ficarei eternamente segura nas asas de ´Dios´.

Baby, bye, bye...
o pulso do cartão
                    ´ca-
                          -iu´?!

As asas da sabedoria humana sempre terá uma das asas quebradas, enquanto essência somos mais frágeis do que pensamos... muitas vezes falamos demais outras vezes falamos pouco até conseguir reorganizar nossos pensamentos, sentimentos e ações rumo a PAZ.

São Paulo, 16.V.05
Ilustração: Desconheço a fonte
Rosangela Aliberti
Enviado por Rosangela Aliberti em 19/05/2005
Alterado em 05/11/2005


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