Rosangela_Aliberti

"Se a Arte tocar em algum ponto do homem é sinal que alcançou seu objetivo" (r_a)

Textos


Tema trabalho de LUTO: Mensagens, Preces e vídeos

O Modelo de Elizabeth Kübler-Ross* (psiquiatra suíça, 1926 – 2004) propõe uma descrição de cinco estágios discretos pelo qual as pessoas passam ao lidar com a perda, o luto e a tragédia. Segundo esse modelo, pacientes com doenças terminais passam por esses estágios.

 
O modelo foi proposto por Elisabeth Kübler-Ross em seu livro On Death and Dying, publicado em 1969. Os estágios se popularizaram e são conhecidos como Os Cinco Estágios do Luto (ou da Dor da Morte, ou da Perspectiva da Morte).
 
Enumeração dos estágios
 
Os estágios são:
1. Negação e Isolamento: "Isso não pode estar acontecendo."
2. Cólera (Raiva): "Por que eu? Não é justo."
3. Negociação: "Me deixe viver apenas até meus filhos crescerem."
4. Depressão: "Estou tão triste. Por que se preocupar com qualquer coisa?"
5. Aceitação: "Tudo vai acabar bem."
 

 
Bibliografia
KÜBLER-ROSS, Elisabeth – A morte: um amanhecer, São Paulo: Pensamento, 1998.
KÜBLER-ROSS, E. A roda da vida. Rio de Janeiro: GMT, 1998.
KÜBLER-ROSS, E. AIDS: O Desafio Final. São Paulo: Best Seller, 1998.
KÜBLER-ROSS, E. Sobre a morte e o morrer. São Paulo: Martins Fontes, 1981.
KÜBLER-ROSS, Elisabeth – Morte. Estágio final da evolução, Rio de Janeiro: Record, 1996
KÜBLER-ROSS, Elisabeth – O túnel e a luz. Reflexões essenciais sobre a vida e a morte, Campinas: Verus Editora, 2003.
KÜBLER-ROSS, Elisabeth – Viver até dizer adeus, São Paulo: Pensamento, 2005
 
Mais sobre o tema no Artigo: A DOR DA PERDA - Maria Helena Pereira Franco
http://www.psicologiaesaude.com.br/artigo16.htm
Como lidamos com o sofrimento: http://1001gatos.org/tag/kubler-ross/
 
 
 
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A Oração
 
A oração é sempre muito útil. Principalmente quando feita corretamente, pois não se atinge níveis elevados simplesmente com o fechar de olhos. Mas é preciso entender que se você não está acostumado com um método, levará tempo até que se adapte a ele e só então a oração alcançará o mínimo de vibração necessário. E para ilustrar a necessidade desse tipo de vibração, cito um trecho do livro Mediunidade de Cura, onde Ramatís escreve sobre vibrações utilizadas em trabalhos de cura:
 
"(...) os espíritos benfeitores não se limitam a utilizar os fluidos terapêuticos dos "espíritas"; eles também se socorrem das vibrações espirituais dos fiéis de outras crenças ou religiões, quando os encontram reunidos nos seus templos, irmanados em preces, cânticos ou devoções."
 
Um católico não se sentirá confortável para executar uma oração budista, nem um budista se sentirá confortável em meio a um louvor de uma igreja evangélica. Mas existe uma oração universal que rompe com qualquer idioma ou religião. É a ação.
 
É preciso saber que quando se devota a um trabalho, isso já é uma oração por si só. Mas é preciso executar cada tarefa sempre mantendo na mente a sua intenção. E ter, de forma consciente, a quem ou a que esse trabalho está sendo devotado. Essa prática libera uma energia sobre as pessoas e coisas envolvidas no trabalho, lembrando que essa energia flui sobre o canal que executa a tarefa. É nessa hora que esse indivíduo percebe que pode ter trabalhado arduamente o dia inteiro e no final do dia não se sente indisposto ou com fome. É nesse momento que se compreende uma sagrada lei: "nem só de pão vive o homem". (Desconheço o autor)
 
 

 
 
No reino das borboletas
 
A beira de um charco, formosa borboleta, fulgurando ao crepúsculo, pousou sobre um ninho de larvas e falou para as pequeninas lagartas, atônitas: - Não temais! Sou eu... uma vossa irmã de raça!... Venho para comunicar-vos esperança. Nem sempre permanecereis coladas à erva do pântano! Tende calma, fortaleza, paciência!... Esforçai-vos por sucumbir aos golpes da ventania que, de quando em quando, varre a paisagem. Esperai! Depois do sono que vos aguarda, acordareis com asas de puro arminho, refletindo o esplender solar... Então, não mais vos arrastareis, presas ao solo úmido e triste. Adquirireis preciosa visão da vida! Subireis muito alto e vosso alimento será o néctar das flores... Viajareis deslumbradas, contemplando o mundo, sob novo prisma!... Observareis o sapo que nos persegue, castigado pela serpente que o destrói, e vereis a serpente que fascina o sapo, fustigada pelas armas do homem!...
 
Enquanto a mensageira se entregava à ligeira pausa de repouso, ouviam-se exclamações admirativas:
 
- Ah! não posso crer no que vejo!
 
- Que misteriosa e bela criatura!...
 
- Será uma fada milagrosa?
 
- Nada possui de comum conosco...
 
Irradiando o suave aroma do jardim em que se demorava, a linda visitante sorriu e continuou: - Não vos confieis à incredulidade! Não sou uma fada celeste! Minhas asas são parte integrante da nova forma que a Natureza nos reserva.
 
Ontem vivia convosco; amanhã, vivereis comigo! Equilibrar-vos-eis no imenso espaço, desferindo vôos sublimes à plena luz! Libertadas do chavascal, elevar-vos-eis, felizes! Libertadas do chavascal, elevar-vos-eis, felizes! Conhecereis a beleza das copas floridas e o saboroso licor das pétalas perfumadas, a delícia da altura e a largueza do firmamento!...
 
Logo após, lançando carinhoso olhar à família alvoroçada, distendeu o corpo colorido e, voltando, graciosa, desapareceu.
 
Nisso chega ao ninho a lagarta mais velha do grupo, que andava ausente, e, ouvindo as entusiásticas referências das companheiras mais jovens, ordenou, irritada: - Calem-se e escutem! Tudo isso é insensatez... Mentiras, divagações... Fujamos aos sonhos e aos desvarios. Nunca teremos asas. Ninguém deve filosofar... Somos lagartas, nada mais que lagartas. Sejamos práticas, no imediatismo da própria vida. Esqueçam-se de pretensos seres alados que não existem. Desçam do delírio da imaginação para as realidades do ventre! Abandonaremos este lugar, amanhã. Encontrei a horta que procurávamos... Será nossa propriedade. Nossa fortuna está no pé de couve que passaremos a habitar. Devorar-lhe-emos todas as folhas... Precisamos simplesmente comer, porque, depois, será o sono, a morte e o nada... nada mais...
Calaram-se as larvas, desencantadas.
 
Caiu a noite e, em meio à sombra, a lagarta-chefe adormeceu, sem despertar no outro dia. Estava ela completamente imóvel.
 
As irmãs, preocupadas, observavam curiosas o fenômeno e puseram-se na expectativa.
 
Findo algum tempo, com infinito assombro, repararam que a orgulhosa e descrente orientadora se metamorfoseara numa veludosa falena, voejante e leve...
 
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Anotando a lição breve e simples, creio que há muitos pontos de contacto entre o reino dos homens e o reino das borboletas.
 
(In: "Contos e Apólogos" do espírito irmão X, psicografado por Francisco Candido Xavier)
 
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Mortos Amados
 
Na Terra, quando perdemos a companhia de seres amados, ante a visitação da morte sentimo-nos como se nos arrancassem o coração para que se faça alvejado fora do peito.
Ânsia de rever sorrisos que se extinguiram, fome de escutar palavras que emudeceram.
E bastas vezes tudo o que nos resta no mundo íntimo é um veio de lágrimas estanques, sem recursos de evasão pelas fontes dos olhos.
Compreendemos, sim, neste Outro Lado da Vida, o suplício dos que vagueiam entre as paredes do lar ou se imobilizam no espaço exíguo de um túmulo, indagando porquê...
 
Se varas semelhantes sombras de saudade e distância, se o vazio te atormenta o espírito, asserena-te e ora, como saibas e como possas, desejando a paz e a segurança dos entes inesquecíveis que te antecederam na Vida Maior.
 
Lembra a criatura querida que não mais te compartilha as experiências no Plano Físico, não por pessoa que desapareceu para sempre e sim à feição de criatura invisível mas não de todo ausente.
Os que rumaram para outros caminhos, além das fronteiras que marcam a desencarnação, também lutam e amam, sofrem e se renovam.
Enfeita-lhes a memória com as melhores lembranças que consigas enfileirar e busca tranqulizá-los com o apoio de tua conformidade e de teu amor.
Se te deixas vencer pela angústia, ao recordar-lhes a imagem, sempre que se vejam em sintonia mental contigo, ei-los que suportam angústia maior, de vez que passam a carregar as próprias aflições sobretaxadas com as tuas.
 
Compadece-te dos entes amados que te precederam na romagem da Grande Renovação.
Chora, quando não possas evitar o pranto que se te derrama da alma; no entanto, converte quanto possível as próprias lágrimas em bênçãos de trabalho e preces de esperança, porquanto eles todos te ouvem o coração na Vida Superior, sequiosos de se reunirem contigo para o reencontro no trabalho do próprio aperfeiçoamento, à procura do amor sem adeus.
 
(Do livro “Na Era do Espírito”, Emmanuel, Francisco C. Xavier)
 
 

 
 
Preces para os desencarnados
 
Dignai-vos Senhor, acolher favoravelmente a prece que vos dirigimos em favor do espírito de (nome do ente querido...) Fazei-o entrever as vossas divinas luzes, tornando-lhe fácil o caminho da felicidade eterna.
 
Permiti que os bons espíritos lhes transmitam as nossas palavras e os nossos pensamentos. (nome do ente querido...) tu que neste mundo nos foste caro, ouve a nossa voz que te chama para dar um novo penhor da nossa afeição.
 
Deus permitiu que fosses libertado primeiro do que nós; lamentarmos seria egoísmo nosso porque seria termos pesar de não ver-te mais sob as penas e sofrimentos terrestres.
 
Esperamos, pois,com resignação, o momento de nossa união no mundo mais feliz onde nos precedeste. Sabemos que a nossa separação é apenas momentânea, e que por mais longe que nos pareça, sua duração se acaba diante da eterna felicidade que Deus promete aos que se espiritualizam.
 
Que a bondade do Senhor nos preserve de fazer qualquer coisa que retarde esse instante desejado, poupando-nos assim a dor de te não encontrar ao sair do nosso cativeiro terrestre.
 
Ó! Como é doce e consoladora a certeza de que só há entre nós um véu material que te oculta às vossas vistas e podese estar ao nosso lado, vendo-nos e ouvindo-nos como outrora, ou melhor ainda.
 
Não te esqueças de nós, assim como nós não nos esqueceremos de ti; que os nossos pensamentos não cessem de se manter unidos, e que o teu nos siga e nos ampare sempre.

Que a paz do senhor esteja contigo.
(Evangelho Segundo Espiritismo - Allan Kardec)

 
 
 
 
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PRECE PELOS DESENCARNADOS (II)
 
 
Pai!... Ao longo da vida fui devolvendo à Ti muitos daqueles que amei...
 
Um a um, às vezes os mais idosos, as vezes os mais jovens, foram retornando para casa, deixando para trás saudades que até hoje me é difícil suportar; flores que trocastes de jardim, deixando em seu lugar o silêncio e a solidão...
 
Hoje quero pedir por eles, a todos que de uma forma ou outra estiveram ligados à mim nesta encarnação, para que os abençoe e guarde, a fim de que encontrem paz e serenidade no mundo espiritual.
 
Muitos deles, Senhor, não obstante o coração generoso, afastaram-se do corpo através de enfermidades dolorosas e incuráveis que lhes minaram as forças até o final, deixando na memória de todos o exemplo da coragem e da fé em Teus desígnios, sem esmorecimento...
 
Outros, Senhor, desiludidos com as provas que lhes cabiam na derradeira existência, não suportaram e sucumbiram, afastando-se da carne pelo suicídio ou pelas drogas, arcando assim com o agravamento dos débitos que lhes diziam respeito e por isso mesmo infinitamente mais infelizes que antes...
 
Outros, Pai, deixaram para trás os mais belos e santos laços desencarnando em pleno vigor juvenil, desfazendo-se assim de pesados grilhões passados e retornando com a leveza das aves para os ninhos Superiores, para descansar e prosseguir...
 
Outros ainda, Senhor, deixaram o corpo como quem abandona fardo inútil após cumprida a tarefa, enveredando-se pelos caminhos da felicidade engalanados de luzes e valores, conquistados pelo trabalho santo a que se dedicaram na Terra, em favor de todos os seus semelhantes...
 
Representaram muito para mim... Para alguns eu pude dizer "te amo", para outros não... No entanto, pela importância que tiveram em minha vida, o meu amor há de lhes ser carinho constante no além, porque acredito que nada se desfaz com a morte do corpo, pelo contrário, se fortalece...
 
Que hoje, eu possa levar a todos eles o meu pensamento de ternura e gratidão, para que saibam, estejam onde estiverem, que não estão esquecidos na Terra, habitando em minha lembrança e em meu coração com a mesma força e a mesma sinceridade de antes!
 
Assim seja!
 
André Luiz,
IDEAL André,
02.11.2002*
 
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A VIAGEM DE TODOS NÓS... / A viagem de trem
 
Dia desses, li um livro que comparava a vida a uma viagem de trem. Uma comparação extremamente interessante, quando bem interpretada. Interessante porque, nossa vida, não passa de uma viagem de trem cheia de embarques e desembarques , pequenos acidentes pelo caminho, surpresas agradáveis com alguns embarques e tristezas com os desembarques. Quando nascemos, ao embarcamos nesse trem, encontramos duas pessoas que, acreditamos, farão conosco a viagem até o fim: Nossos Pais. Não é verdade. Infelizmente, em alguma estação eles desembarcam, nos deixando órfãos de seus carinhos, proteção, amor e afeto. Mas isso não impede que, durante a viagem, embarquem pessoas interessantes que virão ser especiais para nós. Embarcam nossos irmãos, amigos e amores. Muitas pessoas tomam esse trem a passeio, outros fazem a viagem experimentando somente tristezas. E no trem, há também, pessoas que passam de vagão a vagão prontos para a ajudar a quem precisa. Muitos descem e deixam saudades eternas. Outros tantos viajam no trem de tal forma que, quando desocupam seus acentos, ninguém sequer percebe. Curioso, é considerar que, alguns passageiros que nos são tão caros, acomodam-se em vagões diferentes ao do nosso. Isso nos obriga a fazermos essa viagem separados deles . Mas claro que isso não nos impede de, com grande dificuldade, atravessarmos nosso vagão e chegarmos até eles. O difícil é aceitarmos que não podemos sentar-nos ao seu lado, pois,
outra pessoa estará ocupando esse lugar. Essa viagem é assim: cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, embarques e desembarques. Sabemos que esse trem jamais volta. Façamos essa viagem então da melhor maneira possível, tentando manter um bom relacionamento com todos os passageiros, procurando em cada um deles, o que tem de melhor, lembrando sempre que , em algum momento do trajeto poderão fraquejar e provavelmente precisaremos entender isso. Nós mesmos fraquejamos algumas vezes. E certamente , alguém nos entenderá. O grande mistério, afinal, é que não sabemos em qual parada desceremos. E fico pensando: Quando eu descer desse trem, sentirei saudades? Sim. Deixar meus filhos viajando nele sozinhos será muito triste. Separar-me de alguns amigos que fiz nele, do amor de minha vida, será para mim dolorido. Mas me agarro na esperança de que, em algum momento, estarei na estação principal e terei grande emoção em vê-los chegar com uma bagagem que não tinham quando embarcaram. E o que me deixará feliz, é saber que, de alguma forma, eu colaborei para que ela
tenha crescido e se tornado valiosa.
 
Autor Desconhecido
 
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Curiosidade: Títulos no YouTube 
a. Gato fazendo massagem cardíaca no companheiro


b. A Morte - A dor de uma perda na visão dos passarinhos
 


 
 
URGENTEMENTE
 
É urgente o Amor,
É urgente um barco no mar.
 
É urgente destruir certas palavras
Ódio, solidão e crueldade,
Alguns lamentos,
Muitas espadas.
 
É urgente inventar alegria,
Multiplicar os beijos, as searas,
É urgente descobrir rosas e rios
E manhãs claras.
 
Cai o silêncio nos ombros,
E a luz impura até doer.
É urgente o amor,
É urgente permanecer.
 
Eugénio de Andrade

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Livro recomendado:

A Hora do Adeus  - Luiz Sérgio/ Irene Pacheco Machado

(fotos recolhidas da net)

Kübler-Ross; Allan Kardec; Chico Xavier; Eugénio Andrade; Luiz Sérgio
Enviado por Rosangela Aliberti em 31/05/2010
Alterado em 08/08/2012


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