Rosangela_Aliberti

"Se a Arte tocar em algum ponto do homem é sinal que alcançou seu objetivo" (r_a)

Textos


(FRAGMENTOS)

Têm certos dias que a gente se sente em fragmentos, como uma palavra composta, você olha para a palavra, pensa que sab(e)ia qual era o 
significado de uma das palavras e tenta adivinhar qual seja o da outra palavra, por exemplo: Beija-flor.

Você sabe o que é uma flor? Já se colocou no lugar de uma delas? Pode 
ter pensado que sabe mas se esqueceu, já plantou alguma?

Você se lembra como quais eram seus sentimentos quando ainda não
sabia como é que se beija?

Um quati (1) sente o perfume da flor. Por que um quati? Nasenbaerenjunge*(1), o nariz do urso pequeno, seria o focinho do
ursinho, as palavras no idioma alemão tem matizes medievais. 
Será que as pessoas compreendem como têm gente em pleno século XXI que ainda não imagina como vem elaborando pontes e as espalhando 
pelo ‘mundo’? Estariam perdidas no tempo?! Somos constantemente bombardeados por imagens... uns se vestem de índios norte-americanos; outros de profetas; outros de juízes (hoje em dia tenho receio de ir até em desfiles de moda) outros tiram os livros de História empoeirados da estante; outros escolhem pinturas do tempo do onça para ilustrar seus escritos... outras viram fadas e saem distribuindo papéis de cartas com 
um fundo musical celta. Tudo parece ser tudo tão normal, será que percebem os estágios de sintonia? Será que percebem seus mecanismos de regressão. Epa! Tudo parece que está solto por aí! Qual é a sua identidade no final do dia?

Estamos na guerra... então vamos falar da fome? Ninguém recai no meio ambiente que lhe é próprio no desgoverno. É, depois me dizem que os textos de Lispector eram profundamente melancólicos e confusos alguns taxam a autora de 'louca'... nem tanto, caríssimos (menos, menos), por 
isso de vez em quando também é bom escrever em folhas em branco. 
O que tem de Zorro, Robin Hood, Don Juan, Britney Spears por aí não 
está no ‘gibi’ como uma criatura em sã consciência pode escrever depois 
de tanto bombardeamento de propagandas subliminares??? 

É Natal, todos resolveram se fantasiar de bons ou maus velhinhos: sete, seis, cinco, quatro, três, dois, um...

A estaca ZERO é o presente.

Schildkröte(2)! Quer dizer tartaruga mas na verdade traduzindo ao pé da letra seria: A couraça do sapo (2), neste Reich. Sapos, me lembram os Contos de Fadas e assim a pacata vaca mocha irá parar no brejo!?! Não
sei se a tartaruga tem cara de sapo, penso que esteja mais próxima a 
uma espécie de lagarto, que estica o pescoço para fora do casco. Até 
aqui usei Lacan, chique não?! Pode parecer mas não é, não se pode exagerar nas doses de perfume principalmente hoje em dia que os preços estão pela hora da morte. Em dezembro tudo sobe, propositalmente... e quem não for esperto acaba entrando o ano repleto de dívidas. E assim vamos decompondo as palavras até chegar aos sentimentos básicos 
dando pequenos toques, que todos estão 'carecas' de saber.

Não procurem ordem em tudo que é escrito visceralmente, acompanhem como se estivessem passeando em uma paisagem de trem, ou assistindo na TV diversas imagens simultaneamente, como quem estivessem 
colhendo flores, não dá para encher o cesto com todas as que estão no campo.


Desenrolando o novelo: Quem se esconde, se esconde por algum motivo seria vergonha? Medo? Vou passar para a Psicologia Transpessoal: A trilogia está no ser Crítico/Adulto/Criança como pesar um pouco de cada um? A repressão x o reprimido; o ser hiper Crítico e o que não está nem 
aí (pura luta do super ego com o id).

Ah! A criança... a criança triste, como se desvencilhar do que passou? 
Das figuras que representam as figuras paternas mal construídas. Muito cuidado para não se tornar um molde dos pais, ou seja, não repetir o 
que fora visto como 'mau', têm pessoas que ao reprimir este estado caem exatamente no lado oposto. Se o pai bebia ou bebe além da conta, por exemplo, podem tentar ser o pai dos pais ou seguir pelo mesmo caminho. Com tantos modelos por aí... o que fazer? Pior que tem gente que não
bebe e deixa os outros de ‘porre’ estes mais perigosos. 

Se desprenda.
A vida é um Teatro de Mascarados (me incluindo nesta Babilônia, é óbvio):
- Será que as pessoas sabem a hora de retirar a maquiagem?
- Será que todas as pessoas morrem sufocadas quando retiram as máscaras?
- Será que há pessoas que mordem se não tiverem uma máscara no rosto?
- Será que uma pessoa é tão terrível quando se vê sem máscara?
- Será que todas as pessoas precisam de máscaras para se tornarem mais bonitas?

Por isso, é que eu gosto de índio e de gente que fala que nem índio. 
O índio nativo, mostra a nudez do jeito que é 'pega' um Cambuci (vaso + água) = pote d´água entra na Catanduva (mato ralo + sítio) = 
matagal baixo e cai em Ipanema (rio + ruim) = rio sem peixe... Ipanema? Alguém... me deu um tom... deve ter sido o sopro do assobiar de um dos anjos: 'Ele é carioca, ele é carioca gosto do jeitinho dele andar...' e é com ele mesmo que hoje vou dançar, com o poeta que nasceu no bairro da Gávea:

O rio

Uma gota de chuva
A mais, e o ventre grávido
Estremeceu, da terra.
Através de antigos
Sedimentos, rochas
Ignoradas, ouro
Carvão, ferro e mármore
Um fio cristalino
Distante milênios
Partiu fragilmente
Sequioso de espaço
Em busca de luz.

Um rio nasceu.

Vinicius de Moraes, encontrar um rio calmo de vez em quando não é fácil.

Vamos falar sobre a 'Gestalt' (palavra intraduzível = me aproximando o máximo a palavra quem sabe algo toma forma) o que uma pessoa faz necessariamente não é o que uma outra irá fazer ou sentir, porque cada indivíduo é único. Isto 'figura', a sua figura é especial porém a forma com que os indivíduos tomam a palavra especial anda desestimulando a Força que a palavra tem pois a pessoa somente se sente especial ao se ver respeitada como tal. Aqui liberto o pensamento seguindo o fluxo de um rio, um rio que avança e não é uma poça estagnada. A poça estagnada cria odor fétido atrai moscas indesejáveis e todo o pacote, o que menos 
desejo neste momento é algo que ‘pareça’ (veja Melanie Klein) não ter
 vida, cheguei em quem teoriza bem sobre a criança... Há crianças 
oscilando entre os que tem muito e os que não tem nada, como não alcançam em um bom senso acabam encontrando a depressão de um ser ou estado morto-vivo que vê a vida passar, pura anestesia, no mundo 
das Belas adormecidas e dos semi-dormentes.

Nesta época da Paixão por Cristo parece que o geral descamba na
 teimosia em entrar em contato com a Paixão de Cristo aos olhos de um 
dos prismas do diretor Mel Gibson de um Cristo crucificado, dilacerado até 
o último segundo, cuspindo sangue dos ossos, como se aquele que praticasse um ato bom na vida em favor da União aguardasse uma 
punição romana.

Em Nome de 'Cristo' desaprovo, as punições!

Não estaria na hora das pessoas reverterem a moeda porque insistem 
em admirar o cadáver ao invés de contemplar os porquês das atitudes 
de seus 'heróis'.

Quem ajuda ao próximo em primeiro lugar não estaria auxiliando aquele que está mais próximo ou seja a si mesmo? Estou no meio do lodo, 
metade da mão está suja. Estou puxando a mão de um outro para o lado de fora do espelho (com Lacan) como se estivesse saindo do charco com 
a psicologia Comportamental, por aqui vamos utilizando oito das linhas psicológicas e no final delas o ‘indivíduo’ saíra ileso (Neurolinguística) o poder da afirmação positiva é fundamental e quem direciona, tem que ter
 a Paciência de Jó: "Ciência sem arte não é nada". Montei este texto com 'cara' de um quebra-cabeças.

(Abrindo o baú. Sigo os caminhos empiricamente,quem disse que o mundo não tem espaço para os seres ecléticos? Basta dividir o conteúdo das gavetas, para quem souber identificá-las e fazer as devidas separações).

Tire os versos das gavetas! Por que? Simples, a faxina começa do 
concreto, nem todo mundo faz, somente registra ou mal tem noção de 
onde começar... é como limpar um quarto você tem que iniciar pelo 
cômodo menor para atingir os maiores. Aquela borrachinha que você sabe que nunca mais irá usar porque está guardando? Jogue fora, caso não prestar mais ou doe para alguém que a necessite.

Jogue tudo o que não presta fora! Jogue os sentimentos pequenos fora!

Mantenha os sonhos.

Qual é a primeira idéia que vem? “Eles tem que mudar para que eu me 
sinta melhor” Sabem o que é isso? É sinal de controle e que um corpo está se tensionando na tentativa de se livrar da dor. Ninguém controla o livre arbítrio de ninguém.

A dor é no imaginário?

O corpo enrijece naturalmente se escondendo dentro da carapaça, atrofiando a pérola no interior de uma concha como se esta tivesse 
alguma má formação.

...A solução é se metamorfosear, (no meu caso em uma tartaruga) ...quem quiser bater no casco machucará a própria mão.

Tóc, tóc o toque no meio da guerra, a válvula de escape é falar do meio ambiente? (Nossa ‘tio’ Freud hajam mecanismos de defesa, gostou do descolamento?!). Sim, olhei no espelho mas não basta falar sobre a possibilidade do meio ambiente destruído, desmorando junto à ele: 
Plante uma flor, aprecie o seu desenvolvimento, ponha as mãos na terra
e aterre, pinte novas cores dentro de si...
Dá licença, leitor posso pensar ou ser diferente? Freud, às vezes é muito chato, todas às vezes que o reencontro entra uma série de blocos de palavras em alemão... quem quer filosofar não precisa falar bem alemão?

Não, porém é preciso ler melhor as origens das enxaquecas não basta se entupir de remédios. Assim sendo bebo palavras, sinto o gosto da náusea ou da overdose, escapando dos pensamentos repetitivos... que além de insistir no fluxo das pulsões inconscientes somente recaem em sexo. 

Se sexo anda, tão em voga, então quem não escreva algo sexual pode se destacar não?! O sexo quando bem direcionado é sempre gerador de 
Vida, as pessoas ficam mais bonitas depois que trocam carinho, não banalizando a percepção dos sentimentos. Para se ver no lugar do outro 
e sair deste lugar, é necessário separar o simbólico do imaginário. Muitas vezes atacamos aquilo que nos falta no momento.

Na guerra dos sexos, as trincheiras se embaralham... Freud o Pai da Psicanálise, o Judeu-austríaco nascido na república Tcheca em Freiberg, vencedor do Prêmio Goethe em 1930 x Jacques Lacan, o parisiense que
 fez as releituras dos trabalhos de Sigmund Freud. Parece que estou narrando um jogo de futebol, no final do campeonato ao se colocar na posição do goleiro, dos zagueiros, do juiz, dos bandeirinhas... pode 
parecer um tanto péssimo ser criado no meio de uma Torre de Babel, 
sorte 'São Paulo ser multicultural', às vezes por aqui se têm a sensação 
de estar no meio da detonação da terceira guerra mundial (em termos de linguagens, está claro?) sem necessidade.

Seria capaz de ‘matar’ o primeiro que abrisse a boca generalizando que todo estudante ou profissional de Psicologia têm problemas existenciais 
ou traços de histeria e transtornos... neste momento humano de ainda há a ausência de satisfação interior, que chegará no fim no ponto final deste texto. Nem todos observam o que tem por detrás das suas falas ('simples' emoções).

Nossa que drama!?! Não, não, não escrevo para gente que pode estar pensando assim como eu, gente que pensa e sente melhor enquanto escreve e com isto encontrará algo ou alguém a quem se 'identifique', não é todo mundo que gosta de tocar neste tipo de assunto (qual dos assuntos: a sua escolha).

Há pessoas que se incomodam com o sotaque das pessoas dentro da própria terra o que dirá dos imigrantes? Pensamentos migram.

Seja mais prática? Estamos em plena época de Natal em que as famílias
se reúnem e começam a tirar as histórias do tempo da 'guerra' do baú (FRAGMENTOS).

Quando alguém trata de um conflito interpessoal aonde encontra praticidade? Estou sendo agora intensa e assustadoramente honesta comigo mesma, dentro da verborragia da ‘enrolação’ prestes a não cair 
no ‘non sense’ (ainda não estou sentido, estou pensando). Ah! ah! Estou conceitualizando a situação problemática deste 'meu umbigo' que pode 
se assemelhar com o umbigo de outrem, quem quiser ser entendido que 
se faça entender ou procure ao menos compreender, outro dia peguei um livro na Biblioteca, o livro era de Literatura Portuguesa (para o segundo grau), tinha uns dizeres em francês o texto não estava traduzido obviamente para que forçassem os estudantes apreenderem o sentido da busca de um texto, procurar pela tradução, pelos tradutores ou... trocar idéias. Um mesmo livro pode ser encontrado com diversas traduções, mediante pesquisa, a sonoridade de uma língua flui aos ouvidos, nem
todas músicas que ouvimos são traduzidas e nos deixamos nos embalar pelas melodias...

Não nos incomodamos em trocar traduções de música mas às vezes nos incomodamos com quem fala chinês, grego, russo... no caso da decodificação na escrita nada impede que busquemos o que o autor quis dizer (mas nem sempre o autor sabe o que quis dizer, naquele momento) podemos perder parte da sua total sonoridade, uma palavra nova no dia poderá nos abrir horizontes indescritíveis.

Notem bem: As pessoas não são responsáveis por nossos possíveis estados de (in)felicidade, porque elas nem sempre estão na mesma faixa que pincela as nossas emoções... se faz necessário esmiuçar o Verbo 
para que sejamos compreendidos nem todos pensam como nós 
(podem ter ou não uma leve idéia apenas do que estamos passando). "Segundo Lacan, quando alguém nasce, busca entender o que ele é, e acaba por se espelhar nos outros (o estágio do espelho), e essa é uma imagem falsa, pois ele só vê uma cópia dos outros, e não o "eu"(grifos meus). Então o indivíduo acaba por perder esse "eu", que é inato e não socialmente constituído. As falas do indivíduo exprimem vários 
significantes, mas estes acabam por não atingir nenhum significado, na medida em que a estrutura (o eu) é inatingível. Logo, sua individualidade 
é determinada por uma forma vazia e, para Lacan, impossível de se conhecer. Logo o significante remete a outros significantes" (origem: wikipédia, a enciclopédia livre). 

Todo escritor é um marinheiro, pois navega no (in)consciente. Se pode ver isto nitididamente quando se lê poesias e nas interpretações que as chamo de os 'nós' dos marujos entre as fabricações dos 'nós'.

Quem escreve cartas aprende a definir os sentimentos como por exemplo: Hoje estava sentindo raiva não estou mais porque me encontrei.

Quando me questionam o porque não traduzi determinado texto, posso estar sorrindo, pois sei que tenho muito a aprender assim como outros 
que caminham comigo (menos mal, NÃO?), apesar de saber quem traduz quer se comunicar com outras pessoas que às vezes estranham as traduções... quando notam que as músicas tem um conteúdo diverso daquilo que imaginavam se surpreendem, no entanto a escrita também
 tem esta capacidade e o que dirá as pinturas...?!

Em resumo o mundo é cheio de nãos: Não parecer monótono; não se repetir; não errar a gramática; não comer demais; não ir ao médico 
quando é preciso; não forçar sorrisos; não contar piadas de bom gosto; 
não 'xingar' as pessoas sem precisão; não estar tenso; não ferir os seres vivos; não palitar os dentes em público; não assoar o nariz em público...

Por que não trocar o não pelo por que, não se deve fazer isto ou aquilo? 
Onde está a Liberdade? Procure o que fala mais alto: No Seu Coração.

(CONCLUSÃO: Tem focinho que cheira a flor e espirraaa, pode até ser que não seja um beija-flor, mas sente os traços do que é verdadeiro e mesmo assim escreve registrando algo para que possa fazer com que se sinta 
bem no fim do dia dizendo: Adeus insatisfação!).

São Paulo, 03.XI.06
Arte: 'A morte lendo o livro da vida' 
Cenário de um baile de máscaras






Rosangela Aliberti
Enviado por Rosangela Aliberti em 04/12/2006
Alterado em 04/12/2006


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